Nacional
MP pede R$ 120 milhões em indenização de Blaze e Virginia
A ação aponta que a plataforma utilizou estratégias para incentivar apostas durante a Copa do Mundo
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virginia Fonseca, acusando ambos de adotar práticas publicitárias abusivas para estimular apostas esportivas durante a Copa do Mundo de 2026. A ação pede indenização de R$ 120 milhões e inclui um pedido de tutela de urgência.
Segundo o processo, a investigação teve início após denúncias de consumidores que relataram retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldades para sacar recursos mantidos na plataforma.
Para reunir provas, servidores do MPDFT criaram cadastros na Blaze e passaram a acompanhar as comunicações enviadas aos usuários. De acordo com o promotor Paulo Binicheski, responsável pela ação, o objetivo foi documentar as estratégias de marketing adotadas pela empresa e preservar a validade das evidências coletadas.
"O objetivo foi monitorar as comunicações promocionais e de marketing da operadora, garantindo a preservação da cadeia de custódia digital dos documentos obtidos", afirmou o promotor.
Conforme o MP, os e-mails enviados pela plataforma utilizavam linguagem persuasiva, criavam senso de urgência e prometiam benefícios para incentivar apostas. A Promotoria sustenta que as condições para participação nas promoções apareciam apenas no rodapé das mensagens, em letras menores, o que pode caracterizar publicidade enganosa por omissão, conforme o Código de Defesa do Consumidor.
Em relação à influenciadora Virginia Fonseca, o Ministério Público afirma que ela publicou conteúdos promovendo a Blaze durante a Copa do Mundo sem identificar de forma clara o caráter publicitário das postagens. Segundo a ação, as publicações estimularam seguidores a apostar na plataforma, especialmente durante uma partida envolvendo a Seleção de Cabo Verde.
O caso será analisado pela Justiça, que decidirá sobre os pedidos apresentados pelo MPDFT.
*Informações de CNN Brasil

