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Estudo revela que sítio no Uzbequistão era antigo acampamento militar grego

Pesquisas indicam que Iskandar Tepa foi uma instalação militar greco-bactriana temporária há mais de 2.200 anos

Por Sputnik Brasil 10/07/2026 11h11
Estudo revela que sítio no Uzbequistão era antigo acampamento militar grego
Tecnologias de sensoriamento remoto revelaram estruturas subterrâneas em sítio arqueológico no Uzbequistão - Foto: © Foto / Conta oficial da Autoridade de Antiguidades de Israel nas redes sociais/ Emil Aladjem

Avanços em pesquisas arqueológicas no sudeste do Uzbequistão indicam que Iskandar Tepa, antes considerado um pequeno povoado, era na verdade um acampamento militar greco-bactriano temporário. A descoberta reforça a presença grega na Ásia Central há mais de 2.200 anos, segundo a revista Archaeology News.

O estudo integrou técnicas como magnetometria, radar de penetração no solo, imagens de satélite e escavações, revelando estruturas subterrâneas que desafiam interpretações anteriores sobre a função do local.

"Iskandar Tepa está localizada na província de Surkhandarya e foi identificada pela primeira vez em 2017. As primeiras escavações no local revelaram a presença de vários grandes jarros de cerâmica para armazenamento enterrados no solo, sugerindo a existência de um assentamento simples, com pouca organização interna. Pesquisas mais recentes, no entanto, revelaram um quadro muito mais rico", destaca a publicação.

De acordo com a reportagem, os pesquisadores descobriram uma vala defensiva de 400 metros que circundava cerca de 1,2 hectare. As escavações mostraram que a vala tinha entre 4 e 7 metros de largura, aproximadamente 1 metro de profundidade, e provavelmente era protegida por uma paliçada de madeira, reforçando sua função militar.

O traçado do sítio difere dos assentamentos tradicionais da região, assemelhando-se a um acampamento temporário de tropas, o que é confirmado por comparações com outros sítios similares. Dados geofísicos também identificaram mais de 90 fossos subterrâneos, muitos interpretados como sepulturas, sugerindo que a área foi reutilizada como cemitério após a ocupação inicial.

O texto ainda aponta que vestígios de um sistema de canais e jarros de armazenamento enterrados indicam um controle sofisticado de abastecimento de água, proveniente de vários quilômetros de distância.

Moedas e levantamentos arqueológicos datam o local do período helenístico, demonstrando como técnicas modernas de sensoriamento remoto podem revelar características ocultas e redefinir Iskandar Tepa como parte de uma rede militar mais ampla, conclui a reportagem.