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Suspeito preso nega ter retirado câmera de jovem morta em rope jump

Carta escrita na prisão acusa colegas e pede ajuda para localizar equipamento

Por Redação 26/06/2026 17h05
Suspeito preso nega ter retirado câmera de jovem morta em rope jump
Suspeito preso nega ter retirado câmera de jovem morta em rope jump - Foto: Reprodução

O suspeito João Antônio Pivetta da Silva, preso por supostamente retirar a câmera da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após um salto de rope jump em Limeira (SP), escreveu uma carta em que nega a acusação. No texto, ele afirma que outros colegas podem ter levado o equipamento e pede ajuda pública para localizar a câmera, considerada peça central da investigação.

Segundo o Ministério Público, João teria retirado a câmera do braço da vítima, suprimindo um elemento probatório essencial. Uma testemunha relatou ter visto alguém pegar o aparelho, mas não confirmou a identidade. A investigação já ouviu 22 pessoas e resultou no indiciamento de três instrutores por homicídio doloso qualificado.

João, por sua vez, declarou que apenas verificou os sinais vitais da jovem e ajudou nos primeiros socorros. Ele disse que trabalhava para a empresa Entre Cordas sem saber que era clandestina e reforçou que não levou o equipamento.

Carta escrita pelo suspeito na íntegra:


"Eu, João Antônio Pivetta venho através dessa carta prestar a minha versão.

Eu estava prestando um serviço (bico) para a Entre Cordas sem saber que a empresa era clandestina.

Eu fiquei apenas na parte de baixo da ponte e eu em apenas soltava a corda para a pessoa subir a pé.

No momento do ocorrido eu estava soltando outro cliente quando ouvi o barulho e corri até a Maria Eduarda.

Eu coloquei a mão no pescoço e vi que tinha batimento cardíaco e respiração então eu chamei ajuda no rádio, 'Pede para o Felipe descer aqui para fazer massagem cardíaca' pois ele é bombeiro.

Depois da segunda vez que eu pedi o rádio o Kaue desceu rápido no rapel e foi até a Maria Eduarda eu não vi o que ele fez pois a enfermeira estava chegando e eu sinalizei o local.

Muita gente desceu até o local nesse momento Kaue, Maikon, Gustavinho, Felipe dentre outros.

Para a enfermeira fazer massagem cardíaca. Eu abri o mosqueteiro que ficava sobre o peito da Maria Eduarda na frente da enfermeira.

Eu venho pedir a ajuda da mídia para investigar as imagens e descobrir onde está essa câmera, pois essa câmera vai esclarecer o que houve após o salto.

Peço também a ajuda de quem estava na ponte no dia pois as gravações no dia podem ajudar a esclarecer os fatos.

Eu sou um pai comum que prestava serviço para complementar a renda para pagar as contas.

Muitas pessoas que estavam na ponte viram eu ajudando as viaturas e os resgates a chegarem no local, a desatolar a ambulância dos bombeiros. Peço a ajuda desses bombeiros para falar que eu fiquei no local ajudando as equipes de resgate.

E peço ajuda do policial que me liberou para ir embora no dia.

Eu presto meus sentimentos à família da Maria Eduarda. Eu sou apenas um trabalhador comum, apenas um pai pedindo a ajuda de vocês.

Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte Kaue, porque desceu muito rápido e não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. Gustavinho porque ele estava embaixo e a Evelyne pediu para ele subir para a parte de cima da ponte por rádio.

Por favor ajudem a achar essa câmera. Por favor.

Como as reportagens disseram que mochilas foram levadas até os carros por outros membros do Entre Cordas pode ser que a câmera esteja dentro de alguma mochila dentro de algum cano, porém peço a ajuda de vocês.

Sou apenas um ser humano comum que trabalha e tenta fazer uma renda a mais para pagar as contas e educar os filhos".