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Jovem morre em salto de rope jump sem corda em ponte no interior de SP

Três instrutores foram presos e responderão por homicídio com dolo eventual

Por Redação 14/06/2026 11h11
Jovem morre em salto de rope jump sem corda em ponte no interior de SP
Jovem morre em salto de rope jump sem corda em ponte no interior de SP - Foto: Reprodução

A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu na manhã de sábado (13) após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa ao equipamento de segurança durante um salto de rope jump. O acidente aconteceu na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

O momento da queda foi registrado em vídeo por testemunhas, que flagraram a jovem sendo empurrada da plataforma sem que a corda estivesse conectada ao corpo. Logo após o salto, é possível ouvir gritos de desespero alertando sobre a ausência do equipamento. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros confirmaram a morte ainda no local.

Maria Eduarda era natural de Jandira (SP), formada em educação física e gestão esportiva, e costumava compartilhar nas redes sociais sua paixão por esportes e natureza. Horas antes do acidente, publicou fotos mostrando o ambiente do salto e chegou a brincar com a situação em uma postagem.

A Polícia Civil prendeu em flagrante três homens que aparecem no vídeo empurrando a jovem: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27; e Maicon Fernandes Cintra, de 42. Eles foram autuados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. Os instrutores usavam camisetas de grupos informais chamados “Entre Cordas” e “Ih Voei”, sem vínculo com empresas oficiais e sem autorização para atuar no local.

Segundo a investigação, houve falha grave na checagem de segurança. A corda que deveria estar presa ao corpo da vítima permaneceu enrolada no chão da plataforma. Testemunhas relataram que os instrutores não realizaram a conferência padrão antes do salto. Em depoimento, os acusados disseram não se lembrar de quem era responsável por fixar o equipamento.

A Ponte do Esqueleto pertence ao patrimônio da União e está sob responsabilidade do DNIT e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). A Prefeitura de Limeira informou que vai processar o Governo Federal por omissão, alegando que já havia solicitado medidas de segurança e controle de acesso ao local, mas não obteve resposta.

A Polícia Civil seguirá ouvindo testemunhas e aguarda os laudos da perícia. Os três instrutores poderão ser denunciados formalmente à Justiça. A defesa afirmou que o caso foi uma “fatalidade” e que os acusados são praticantes experientes do esporte.