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Brasil terá nova fábrica de mísseis antinavio até o fim do ano
Instalada em Caçapava, a unidade industrial da empresa SIATT marca um avanço na capacidade de produção em escala do setor de defesa brasileiro
Uma nova fábrica de mísseis antinavio entrará em operação no Vale do Paraíba, em São Paulo, a partir de novembro, segundo reportagem da Revista Exame.
Instalada em Caçapava, a unidade industrial da empresa SIATT marca um avanço na capacidade de produção em escala do setor de defesa brasileiro.
Em entrevista à publicação, Rodrigo Torres, presidente da empresa Edge — controladora da SIATT —, afirmou que a planta será a maior da América Latina. "É uma fábrica que pode produzir até oito mísseis antinavio por mês. A previsão é inaugurar em novembro", destacou Torres.
Recentemente, a SIATT realizou a primeira entrega de mísseis antitanque ao Exército Brasileiro, ampliando sua atuação no segmento.
MANSUP: projeto estratégico
O míssil antinavio nacional, batizado de MANSUP, é considerado um dos principais projetos estratégicos da indústria de defesa do país. Desenvolvido para a Marinha do Brasil, o armamento utiliza tecnologia nacional e dispensa componentes estrangeiros críticos, reduzindo riscos de embargos internacionais.
Em junho de 2025, a SIATT assinou contrato com a Marinha para fornecer o MANSUP às fragatas da classe Tamandaré, com previsão de integração após testes programados para 2024. O projeto prevê a nacionalização de 95% dos componentes até 2030.
O MANSUP já passou por testes de lançamento a partir da Fragata Independência e, em sua versão atual, possui alcance estimado de 70 quilômetros.
O Grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, adquiriu participação na SIATT em 2023 e agora avança no desenvolvimento do MANSUP-ER, versão com alcance ampliado baseada em tecnologia brasileira.
O sistema também poderá ser integrado a plataformas terrestres, submarinos e lançadores como o Astros II. Para a Argentina, o MANSUP surge como alternativa para recuperar capacidades de ataque naval atualmente limitadas.


