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Brasil terá nova fábrica de mísseis antinavio até o fim do ano

Instalada em Caçapava, a unidade industrial da empresa SIATT marca um avanço na capacidade de produção em escala do setor de defesa brasileiro

Por Sputnik Brasil com Redação 05/06/2026 13h01
Brasil terá nova fábrica de mísseis antinavio até o fim do ano
Foto: © Cap. Evaldo / Exército Brasileiro

Uma nova fábrica de mísseis antinavio entrará em operação no Vale do Paraíba, em São Paulo, a partir de novembro, segundo reportagem da Revista Exame.

Instalada em Caçapava, a unidade industrial da empresa SIATT marca um avanço na capacidade de produção em escala do setor de defesa brasileiro.

Em entrevista à publicação, Rodrigo Torres, presidente da empresa Edge — controladora da SIATT —, afirmou que a planta será a maior da América Latina. "É uma fábrica que pode produzir até oito mísseis antinavio por mês. A previsão é inaugurar em novembro", destacou Torres.

Recentemente, a SIATT realizou a primeira entrega de mísseis antitanque ao Exército Brasileiro, ampliando sua atuação no segmento.

MANSUP: projeto estratégico

O míssil antinavio nacional, batizado de MANSUP, é considerado um dos principais projetos estratégicos da indústria de defesa do país. Desenvolvido para a Marinha do Brasil, o armamento utiliza tecnologia nacional e dispensa componentes estrangeiros críticos, reduzindo riscos de embargos internacionais.

Em junho de 2025, a SIATT assinou contrato com a Marinha para fornecer o MANSUP às fragatas da classe Tamandaré, com previsão de integração após testes programados para 2024. O projeto prevê a nacionalização de 95% dos componentes até 2030.

O MANSUP já passou por testes de lançamento a partir da Fragata Independência e, em sua versão atual, possui alcance estimado de 70 quilômetros.

O Grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, adquiriu participação na SIATT em 2023 e agora avança no desenvolvimento do MANSUP-ER, versão com alcance ampliado baseada em tecnologia brasileira.

O sistema também poderá ser integrado a plataformas terrestres, submarinos e lançadores como o Astros II. Para a Argentina, o MANSUP surge como alternativa para recuperar capacidades de ataque naval atualmente limitadas.