Nacional
Pai de autista denuncia agressão após reclamar de som alto a fiéis de igreja evangélica
Morador relata violência e impactos do barulho no filho
O morador Tiago Alves, de Balneário Camboriú (SC), afirma que o filho de 9 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sofre há quatro anos com o som alto vindo de uma igreja próxima à sua casa. Segundo ele, o barulho deixa a criança “extremamente sensível e agitada”.
No dia 18 de maio, ao pedir que o volume fosse reduzido, Tiago foi agredido em frente ao templo religioso. A violência foi registrada em vídeo. O morador precisou de atendimento médico e levou seis pontos na boca. “Só pedi respeito ao meu filho autista e que a igreja baixasse o som. A resposta foi violência”, escreveu em suas redes sociais.
Tiago relatou que o excesso de ruído provoca crises no filho, como bater a cabeça, chorar e ter dificuldades para dormir. “Ele precisa de calma e silêncio para se regular. É cansativo não ter sossego dentro de casa e muito triste ver o sofrimento do nosso filho”, disse ao g1.
A igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista repudiou a agressão e declarou que já realizou adequações acústicas exigidas pela Justiça. O Ministério Público, por sua vez, moveu ação contra o templo em 2025 por poluição sonora, mas perícia posterior apontou que os níveis de ruído estavam dentro dos limites legais.


