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Urna eletrônica completa 30 anos e marca evolução das eleições no Brasil
Tecnologia modernizou o sistema eleitoral brasileiro com mais rapidez, segurança e transparência na votação
A Justiça Eleitoral celebra nesta quarta-feira (13) os 30 anos da criação da urna eletrônica, equipamento que transformou o processo eleitoral brasileiro ao tornar a votação mais ágil, segura e transparente.
Utilizada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, a urna eletrônica substituiu gradualmente as cédulas de papel, reduzindo fraudes, erros humanos e problemas relacionados à apuração manual dos votos.
A ideia de um equipamento eletrônico para coleta de votos existe no Brasil desde o Código Eleitoral de 1932. Porém, o avanço decisivo ocorreu a partir da década de 1980, com a informatização do cadastro nacional de eleitores.
O desenvolvimento da urna começou em 1995, coordenado pela Justiça Eleitoral em parceria com especialistas de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Entre os objetivos do projeto estavam eliminar a interferência humana na contagem dos votos, ampliar a segurança do processo e garantir maior acessibilidade aos eleitores.
Nas eleições de 1996, mais de 32 milhões de brasileiros utilizaram o sistema eletrônico em cidades com maior eleitorado. Já em 2000, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a realizar uma eleição totalmente informatizada.
Segundo dados da Justiça Eleitoral, mais de 153 milhões de eleitores votaram nas eleições municipais de 2024 em cerca de 570 mil urnas distribuídas pelos 5.569 municípios brasileiros.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, desembargador Alcides Gusmão da Silva, destacou os impactos da tecnologia no combate às fraudes eleitorais.
“Nesses 30 anos, a urna acabou com a fraude eleitoral, acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra. Acabou com a possibilidade, portanto, de a gente ter um resultado que não corresponde ao votado pelo povo”, afirmou.
Ao longo das três décadas, a urna eletrônica passou por sucessivos aprimoramentos tecnológicos. Até as eleições de 2024, 14 modelos diferentes já haviam sido utilizados pela Justiça Eleitoral.
Entre os avanços estão mecanismos de criptografia, autenticação biométrica, recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva, além de melhorias voltadas à sustentabilidade e redução do consumo de energia.
A biometria começou a ser implantada em 2008 e vem sendo ampliada gradualmente para reforçar a identificação dos eleitores durante a votação.
Também foram incorporados recursos como teclado em braile, sintetizador de voz, uso de fones de ouvido e intérprete de Libras na tela do equipamento.
Segundo a Justiça Eleitoral, as constantes atualizações buscam fortalecer os mecanismos de auditabilidade, transparência e confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
*Com informações da Assessoria


