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Justiça decreta nova prisão de dirigentes da UPBus por ligação com facção

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP), ambos foram presos por envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro

Por Agência Brasil 07/05/2026 14h02
Justiça decreta nova prisão de dirigentes da UPBus por ligação com facção
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP), ambos foram presos por envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro - Foto: Reprodução

O presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, foi preso novamente nesta sexta-feira (7) em São Paulo. Alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, Cunha estava em liberdade desde janeiro, beneficiado por decisão judicial. Além dele, um sócio da empresa também voltou a ser detido.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP), ambos foram presos por envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Cunha já havia sido preso em julho de 2024 durante a Operação Fim da Linha, que investiga a ligação de empresas de ônibus que atuam na capital paulista com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os dois investigados haviam deixado a prisão em janeiro deste ano, após decisão judicial que substituiu a custódia preventiva por medidas cautelares. O Ministério Público recorreu da decisão e a Justiça determinou novamente a prisão de Cunha e do sócio da UPBus.

No início do ano, a prefeitura de São Paulo excluiu a UPBus do sistema municipal de transporte coletivo, conforme despacho publicado no Diário Oficial em fevereiro. O contrato de concessão foi transferido para a empresa Alfa RodoBus.

A operação

A Operação Fim da Linha foi deflagrada em 2024 para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas da facção criminosa PCC. Os envolvidos utilizavam a operação do serviço de transporte público por ônibus na capital para ocultar a origem de recursos obtidos por meio do tráfico de drogas, roubos e outros crimes.

No mesmo dia da deflagração da operação, a prefeitura de São Paulo anunciou que assumiria a operação das linhas da UPBus, nomeando um interventor para a empresa.

Segundo denúncia do Ministério Público, entre 2014 e 2024, uma pessoa que coordenava atividades do tráfico do PCC, juntamente com outro indivíduo, injetou mais de R$ 20 milhões em recursos ilícitos em uma cooperativa de transporte público da zona leste, que posteriormente se transformou na UPBus. 

Esse aporte viabilizou a participação da empresa na concorrência promovida pela prefeitura de São Paulo em 2015. Ambos, de acordo com o MP, faziam parte do quadro societário da UPBus.

A Agência Brasil não conseguiu contato com os advogados dos presos.