Nacional
Anvisa proíbe perfumes íntimos e produtos para calvície irregulares
Agência determina recolhimento de cosméticos sem registro ou fora das normas sanitárias em todo o país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição e o recolhimento de cosméticos comercializados de forma irregular no país, incluindo perfumes íntimos e produtos usados para disfarçar a calvície. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (22), após a identificação de inconsistências sanitárias.
Entre os itens atingidos estão produtos vendidos como “perfume íntimo”, com fragrâncias como maçã do amor, chocolate e morango. Segundo a agência, esses cosméticos tiveram a regularização cancelada por estarem classificados de maneira inadequada.
Com a decisão, todos os lotes fabricados pela empresa Apinil Indústria e Comércio de Cosméticos estão proibidos de ser produzidos, comercializados, distribuídos ou divulgados. O uso também foi vetado, e os produtos devem ser retirados do mercado.
Fibras capilares também são alvo da medida
A decisão da Anvisa também inclui fibras capilares utilizadas para disfarçar falhas no couro cabeludo. Esses produtos, aplicados sobre os fios para criar aparência de maior volume, estavam sendo vendidos sem registro sanitário ou por empresas sem autorização de funcionamento.
Foram identificadas versões nas cores castanho e preto comercializadas como maquiagem capilar, além de itens sem identificação clara de fabricante, o que impede a rastreabilidade e o controle de qualidade.
Risco à saúde e orientação ao consumidor
De acordo com a agência, a comercialização de cosméticos sem registro e sem autorização configura infração sanitária e compromete a segurança dos consumidores, já que não há garantia sobre a qualidade ou composição dos produtos.
A Anvisa orienta que os consumidores interrompam o uso de itens irregulares e verifiquem se os cosméticos possuem registro válido antes da compra. A consulta pode ser realizada nos canais oficiais da própria agência.

