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Conheça o mosquito que fez moradores em SC se 'trancarem' em casa

Picada do maruim provoca irritação na pele e há risco de transmissão de doenças. Moradores de Ilhota, no Vale do Itajaí, relatam transtornos causados pelo inseto

Por Redação* 09/04/2026 11h11
Conheça o mosquito que fez moradores em SC se 'trancarem' em casa
Mosquito maruim transmissor da febre Oropouche; Picadas do inseto maruim em morador de Luiz Alves - Foto: Reprodução

A presença do maruim, um inseto de até três milímetros cuja picada provoca irritação intensa e coceira, tem gerado transtornos para moradores de Ilhota, no Vale do Itajaí (SC). Diante da situação, a prefeitura informou, na quarta-feira (8), que já iniciou medidas para conter a infestação.

Conhecido cientificamente como Culicoides paraensis, o maruim é significativamente menor que outros mosquitos comuns — cerca de 12 vezes menor que o transmissor da dengue e até 20 vezes menor que o pernilongo (Culex quinquefasciatus), segundo o Ministério da Saúde.

Especialistas alertam que, além do incômodo causado pelas picadas, o inseto pode representar riscos à saúde. De acordo com o professor de ecologia e zoologia Luiz Carlos de Pinha, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apenas as fêmeas picam, pois necessitam de sangue para a produção de ovos.

A proliferação do maruim ocorre principalmente em ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica em decomposição, como mangues, brejos e áreas alagadas. Nesses locais, as fêmeas depositam os ovos, favorecendo o rápido aumento da população do inseto.

Embora o efeito mais comum das picadas seja a ardência e irritação na pele, infestações mais intensas podem ampliar os riscos. O maruim está associado à transmissão de patógenos, afetando principalmente animais de produção, como bovinos e equinos, mas também pode atingir humanos.

Entre as doenças relacionadas está a Febre do Oropouche, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue e da chikungunya, como dor de cabeça, dores musculares e articulares, náusea e diarreia — o que pode dificultar o diagnóstico.

Não há tratamento específico para a doença. A recomendação é repouso, controle dos sintomas e acompanhamento médico.

*Com informações do G1