Polícia
PM de Sergipe é preso suspeito de matar alagoano após cobrança por dinheiro de concurso
Vítima teria pago R$ 100 mil por aprovação fraudulenta e foi morta após exigir devolução
Um policial militar de Sergipe foi preso na quarta-feira (8) sob suspeita de envolvimento no assassinato de Diego da Silva Amaro, de 36 anos. O crime ocorreu no dia 28 do mês passado, no município de Glória, na Bahia.
De acordo com as investigações, a vítima, natural de Piranhas, teria pago R$ 100 mil ao policial para ser aprovado de forma fraudulenta em um concurso público em Sergipe. Após ser reprovado, Diego passou a cobrar a devolução do valor, o que teria gerado um conflito entre os dois.
Ainda segundo as autoridades, vítima e suspeito marcaram um encontro antes do crime. No dia em que desapareceu, Diego chegou a compartilhar sua localização com familiares.
O policial suspeito se apresentou no batalhão após a emissão de um mandado de prisão, conforme informou a Polícia Civil de Sergipe. Uma audiência de custódia está prevista para esta quinta-feira (9).
Em nota, a Polícia Militar de Sergipe informou que o agente foi encaminhado para um presídio militar.
Confira:
"A Polícia Militar do Estado de Sergipe (PM/SE) informa que tomou conhecimento que havia sido expedido um mandado de prisão em desfavor de um policial militar, lotado no 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), sediado no município de Canindé de São Francisco/SE.
O fato está sendo apurado pela Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA) que requisitou a oitiva do policial, realizada na sede do 4º BPM, nessa quarta-feira (8). Após a oitiva, o militar foi encaminhado ao Presidio Militar do Estado Sergipe (Presmil), onde aguarda audiência de custódia.
A Corporação reafirma seu compromisso institucional e ressalta que os desvios de conduta serão examinados conforme a legislação vigente, garantindo a observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
A PM/SE permanece à disposição da sociedade, reiterando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a preservação da ordem pública".
*Com informações de TribunaHoje

