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Anvisa veta Tadala 'natural' por risco à saúde; entenda

Produto vendido como “natural” foi proibido em todos os lotes; tadalafila segue liberada com prescrição médica

Por Redação com agências 27/02/2026 12h12
Anvisa veta Tadala 'natural' por risco à saúde; entenda
Anvisa veta Tadala 'natural' por risco à saúde; entenda o que foi proibido - Foto: Reprodução




A Anvisa determinou a proibição do consumo, comercialização e distribuição do suplemento “Tadala Pro Max” após identificar irregularidades sanitárias. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (23), vale para todos os lotes e impede fabricação, importação, propaganda, venda e uso.

Segundo a agência, o produto era fabricado por “empresa desconhecida”, sem atender às exigências legais. Comercializado na internet em cápsulas e gotas, o suplemento prometia “mais vitalidade” e “bem-estar masculino”, mas não informava claramente sua composição.

A Anvisa alertou que o nome semelhante pode gerar confusão com a tadalafila, medicamento aprovado e amplamente utilizado no tratamento da disfunção erétil. No entanto, o Tadala Pro Max não tem relação com o fármaco regularizado.

O que é a tadalafila?

A tadalafila é um medicamento classificado como inibidor seletivo da enzima fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Seu uso é indicado sob prescrição médica, principalmente para tratar disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna.

Ela atua aumentando os níveis de GMPc, substância que promove o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis, facilitando a ereção quando há estímulo sexual. O remédio não provoca ereção espontânea sem estímulo.

Quando é indicada?

A medicação pode ser utilizada em casos de dificuldade de obtenção ou manutenção da ereção e também para aliviar sintomas urinários associados ao aumento benigno da próstata.

Os efeitos costumam iniciar cerca de 30 minutos após a ingestão e podem durar até 36 horas, conforme descrito pelo fabricante. A orientação médica é fundamental para definir dose e duração adequadas.

A Anvisa reforça que suplementos sem registro ou fabricados por empresas desconhecidas podem representar riscos à saúde, especialmente quando prometem efeitos semelhantes aos de medicamentos sujeitos a controle sanitário.