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Exploração sexual: polícia prende avó que "vendia" netas menores de idade para piloto

Suspeito foi identificado e preso como Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, e foi preso no Aeroporto de Congonhas

Por Redação com CNN Brasil 09/02/2026 14h02 - Atualizado em 09/02/2026 15h03
Exploração sexual: polícia prende avó que 'vendia' netas menores de idade para piloto
Polícia prendeu a avó das vítimas em São Paulo - Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu uma mulher de 55 anos por "vender" suas netas menores de idade a um piloto, que foi detido dentro de um avião na zona Sul da capital paulista. As informações são da CNN Brasil.

De acordo com a polícia, a avó das crianças teria recebido pagamento por parte do piloto em troca da exploração sexual das crianças. 

As investigações apontam que o homem frenquentava móteis com menores de idade usando documento falso. Além disso, ele também é suspeito de armazenar e vender material de pornografia infantil.

O piloto foi identificado como Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, e foi preso no Aeroporto de Congonhas. Ele é suspeito de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos.

A operação

A Operação Apertem os Cintos foi realizada pela 4ª Delegacia de Represesão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A ação cumpre também oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. 

De acordo com a CNN Brasil, a mãe de uma das vítimas também foi presa em flagrante após a polícia descobrir que ela enviava vídeos da filha para o piloto, além de armazenar e transmitir conteúdo. 

O inquérito policial começou em outubro de 2025. As vítimas de 11, 12 e 15 anos foram submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. 

A polícia também informou que havia uma rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes. Todos os suspeitos são investigados pelos seguintes crimes:

  • estupro de vulnerável;
  • estupro;
  • favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente;
  • uso de documento falso;
  • produção;
  • armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil;
  • perseguição reiterada (stalking);
  • aliciamento de crianças;
  • coação no curso do processo evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

O contato da defesa do piloto não foi encontrado. O espaço segue aberto.

A Latam, empresa onde o suspeito trabalhava, enviou uma nota à reportagem informando que, após a prisão, o voo operou normalmente e que foi aberta uma apuração interna sobre o caso.

Confira abaixo a nota:

A LATAM Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã desta segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

A LATAM informa que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta.