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Maceió não registra mortes maternas em 2025 e se destaca no Nordeste
Capital alagoana foi a única da região a zerar o indicador no ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde; mortes de crianças menores de um ano também diminuíram
Maceió encerrou 2025 sem registrar mortes maternas e se tornou a única capital do Nordeste a alcançar esse resultado. O dado foi identificado pelo Ministério da Saúde, com base nas informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Além da capital alagoana, apenas Rio Branco (AC), Palmas (TO) e Porto Alegre (RS) registraram zero óbitos maternos no mesmo período. Em 2024, Maceió havia contabilizado oito mortes relacionadas à gestação, ao parto ou ao período pós-parto.
Os indicadores de mortalidade infantil também apresentaram redução. O número de mortes de crianças com menos de um ano caiu de 166, em 2024, para 154, em 2025.
Para a coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Suzângela Mendonça, o resultado está relacionado ao acompanhamento das gestantes desde o início do pré-natal, à capacitação das equipes e à integração entre os serviços de saúde.
Pré-natal e assistência especializada
Entre as medidas adotadas pelo município estão o encaminhamento antecipado das gestantes às maternidades, a organização do atendimento de casos de alto risco e a oferta de exames para identificar possíveis complicações durante a gravidez.
As ações também seguem diretrizes da Rede Alyne, iniciativa federal que substituiu a antiga Rede Cegonha, e os chamados 10 Passos do Cuidado Obstétrico. As orientações incluem atendimento humanizado, escuta das pacientes, combate ao racismo institucional e identificação rápida de situações de urgência.
A assistência busca prevenir complicações que podem colocar em risco a vida da gestante, como as síndromes hipertensivas, além de garantir acesso oportuno a tratamentos e intervenções.
Meta da ONU para 2030
O resultado também se relaciona ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata de saúde e bem-estar. Entre as metas da Agenda 2030 está a redução da mortalidade materna no Brasil para, no máximo, 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até o fim da década.
Segundo a Prefeitura de Maceió, o resultado de 2025 reforça os avanços na assistência à saúde da mulher e no acompanhamento materno-infantil na capital.
