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Arapiraca: mãe denuncia bullying e agressões contra filha de 9 anos

Família busca atendimento e apoio psicológico para a menina

Por Redação 06/11/2026 13h01
Arapiraca: mãe denuncia bullying e agressões contra filha de 9 anos
Stefane de Souza Silva, mãe da criança - Foto: Reprodução

Após sofrer episódios de bullying e agressões físicas, uma menina de 9 anos está há três meses sem frequentar a escola. As agressões ocorreram na Escola Zélia Barbosa Rocha, localizada no bairro Nova Esperança, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Stefane de Souza Silva, mãe da criança, procura ajuda para conseguir acompanhamento psicológico para a filha, que tem diagnóstico de TDAH e também sofre de epilepsia.

De acordo com o relato da mãe, a menina passou a ter medo de retornar às aulas depois de sofrer algumas situações de violência na instituição de ensino. No último caso de agressão, a criança foi encaminhada ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA) com um ferimento no braço. Após o ocorrido, a mãe da vítima procurou a Polícia Civil, registrou um Boletim de Ocorrência e levou a filha para realizar exame de corpo de delito.

Stefane afirmou que a direção da escola já havia sido informada a respeito das agressões, mas, segundo ela, nenhuma medida foi tomada para colaborar com o fim das agressões. Entre as situações agressivas mencionadas pela mãe da criança, estão chutes nas partes íntimas, arremessos de objetos, e uma tentativa de provocar uma lesão no braço da menina.

"Ela chora muito e tem medo do menino matar ela", relatou a mãe.

Família solicita acompanhamento psicológico para criança

A mãe também demonstrou preocupação com a cobrança da Secretaria Municipal de Educação pelo retorno da filha às aulas. Segundo ela, a menina ainda enfrenta dificuldades para voltar à rotina escolar após os episódios de violência.

Para que a criança consiga retomar as atividades, Stefane considera fundamental o acesso ao acompanhamento psicológico. Entretanto, a família não possui condições financeiras para arcar com os custos de deslocamento até o local onde o serviço é disponibilizado pelo município, em outro bairro.

Diante desse cenário, a mãe decidiu procurar a imprensa para solicitar que a Prefeitura de Arapiraca encontre uma alternativa para garantir o atendimento psicológico necessário à filha. 

Até o momento, a unidade de ensino não apresentou um posicionamento público sobre o caso.