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Sindicato dos Advogados de AL acionará PF após ameaças à comunidade da Ufal
Entidade repudia intimidações contra estudantes, professores e servidores e cita ameaças de incêndio a instalações universitárias
O Sindicato dos Advogados e Advogadas do Estado de Alagoas (Sindav/AL) anunciou que vai solicitar à Polícia Federal (PF) a investigação de ameaças de violência direcionadas a estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Segundo a entidade, as intimidações incluem promessas de incêndio às instalações da instituição.
Em nota pública, o sindicato classificou as ameaças como graves e afirmou que buscará a identificação dos responsáveis e sua responsabilização criminal. A iniciativa, segundo a entidade, tem como objetivo proteger a comunidade acadêmica e garantir o respeito às liberdades democráticas.
O Sindav/AL também mencionou registros de ameaças contra outras instituições de ensino superior, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), no Rio de Janeiro. No caso da UFPE, a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo foi atingida por um incêndio.
Sindicato defende resposta das instituições
O presidente do Sindav/AL, Elias Ferreira, afirmou que as ameaças exigem uma resposta firme das autoridades e relacionou os episódios à intolerância política e ao extremismo.
“As ameaças contra a comunidade da UFAL e de outras instituições federais de ensino representam não apenas um ataque à integridade física de estudantes, servidores e professores, mas um verdadeiro atentado contra a democracia e a liberdade”, declarou.
O dirigente também ressaltou que as universidades devem permanecer como espaços de pluralidade, debate e produção de conhecimento, sem intimidações ou tentativas de restringir a liberdade de expressão.
Ao final da manifestação, o sindicato declarou solidariedade à comunidade universitária da Ufal e reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, das liberdades democráticas e da justiça social em Alagoas.
