Municípios
Após anos sem reajuste salarial, guardas de Girau do Ponciano aprovam paralisação
Decisão foi tomada durante assembleia liderada pelo Sindicato dos Guardas Municipais de Alagoas (Sindguarda/AL)
Guardas municipais de Girau do Ponciano realizaram uma mobilização pelas ruas da cidade e aprovaram, nesta sexta-feira (11), um indicativo de paralisação após oito anos sem reajuste salarial. A decisão foi tomada durante assembleia liderada pelo Sindicato dos Guardas Municipais de Alagoas (Sindguarda/AL) e integra uma mobilização pela atualização da tabela salarial do Plano de Cargos e Carreira (PCC), além de melhores condições de trabalho.
Um dos principais pontos da mobilização é a defasagem da tabela salarial dos 65 integrantes do efetivo. Atualmente, o vencimento-base previsto no PCC está na faixa de R$ 1.056, valor inferior ao salário mínimo nacional. Sobre essa base incide o adicional de risco de vida de 70%.
“Estamos falando de uma tabela que ficou parada no tempo. O salário-base do guarda está em torno de R$ 800 e é sobre esse valor que incidem os 70% do risco de vida. São oito anos sem reajuste salarial. Não é razoável que profissionais que estão diariamente nas ruas, trabalhando na segurança da população, continuem com uma tabela nesse nível de defasagem”, afirmou Carlos Pisca, presidente do SindguardaAL.
Além da atualização da tabela do PCC, os guardas enfrentam outros problemas relacionados à remuneração. Entre eles estão o não pagamento de adicional noturno e de horas extras quando a jornada é ultrapassada, além da cobrança para que o adicional de risco de vida tenha reflexos nas férias e no 13º salário. O auxílio-fardamento também está entre as reivindicações.
As condições de trabalho foram outro ponto central. Os guardas enfrentam problemas com coletes balísticos, capacitação e viaturas, além de dificuldades na própria estrutura da sede da Guarda Municipal, que não oferece condições adequadas para o desempenho das atividades.
“Não é só uma questão salarial. Esses guardas precisam ter estrutura para trabalhar. Estamos falando de coletes, viaturas, fardamento, capacitação e de uma sede que precisa oferecer condições adequadas. O guarda vai para a rua, faz patrulhamento, enfrenta situações de risco e precisa ter o mínimo necessário para exercer sua função com segurança”, ressaltou Carlos Pisca.
Encerrada a assembleia, os guardas saíram em caminhada pelas ruas de Girau do Ponciano até a sede da Prefeitura. No local, foi protocolado um ofício solicitando uma reunião com o prefeito para tratar das reivindicações.
A mobilização contou ainda com a presença do diretor-financeiro do sindicato, Nilton Silva, e do advogado Alfredo Palmeira.
O sindicato aguarda agora um posicionamento da gestão municipal. Caso não haja resposta até segunda-feira, dia 21, os guardas deverão realizar uma nova assembleia para definir os próximos passos da mobilização, incluindo a possibilidade de paralisação.
“Nós viemos até a Prefeitura porque queremos diálogo e uma solução. Os guardas não podem continuar esperando enquanto a tabela permanece defasada e os problemas de trabalho se acumulam. Protocolamos o pedido e esperamos que a gestão receba o sindicato e apresente uma resposta”, concluiu Carlos Pisca.
