Municípios
Municípios do Alto Sertão de Alagoas fixam teto de R$ 500 mil para shows
A nova diretriz passa a orientar a realização de festividades em toda a região e segue recomendações do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA)
14/04/2026 11h11
Os municípios que integram o Consórcio Intermunicipal do Alto Sertão Alagoano (CRERSSAL) decidiram estabelecer um teto de R$ 500 mil para a contratação de atrações artísticas em eventos públicos. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (13) e foi definida em conjunto pelas prefeituras de Água Branca, Canapi, Delmiro Gouveia, Inhapi, Mata Grande, Olho d’Água do Casado, Pariconha e Piranhas.
A nova diretriz passa a orientar a realização de festividades em toda a região e segue recomendações do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). O objetivo é adequar os gastos aos princípios da eficiência e da moralidade administrativa, além de garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Licitações.
De acordo com o consórcio, a iniciativa também busca dar mais transparência aos custos elevados das grandes festas regionais, muitas vezes desconhecidos pela população. Com a definição do limite, eventos tradicionais do Alto Sertão deverão passar por ajustes, como o Forrogaço, em Piranhas; o Pedra Fest, em Delmiro Gouveia; o MicaHipi, em Inhapi; e o Festival de Inverno, em Água Branca.
Segundo os gestores municipais, o aumento nos cachês de artistas vinha comprometendo a viabilidade financeira dessas festividades. O presidente do consórcio e prefeito de Piranhas, Tiago Freitas, afirmou que a medida busca garantir a continuidade dos eventos sem comprometer áreas essenciais da administração pública.
O CRERSSAL ressaltou ainda que a decisão não representa restrição à cultura, mas sim uma tentativa de equilibrar os investimentos. A proposta prevê, inclusive, a adoção de faixas de contratação para atrações de médio porte, permitindo manter uma programação diversificada e compatível com a realidade financeira dos municípios.
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