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Caos no transporte universitário revolta estudantes de Marechal

Falhas na rota, ônibus que não entram no Francês e relatos de abandono marcam o início do semestre

Por Esther Barros 03/03/2026 14h02
Caos no transporte universitário revolta estudantes de Marechal
Transporte universitário de Marechal Deodoro - Foto: Reprodução/ Ilustração

A volta às aulas para estudantes universitários de Marechal Deodoro tem sido marcada por transtornos e insegurança. 

Desde o início do semestre, alunos relatam falhas constantes no transporte disponibilizado para acesso à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), incluindo atrasos, mudanças de rota sem aviso prévio e descumprimento de pontos oficiais de embarque e desembarque.

Mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp do transporte universitário mostram a insatisfação crescente. Estudantes afirmam que o chamado “ônibus de apoio” não tem passado nos horários informados e, em alguns dias, sequer circulou.

“Estou no ponto desde 10h40 aguardando o apoio, e até o momento ele não passou”, escreveu uma aluna em uma das conversas.

Moradores da Praia do Francês relatam situação ainda mais crítica. Segundo os estudantes, o ônibus não estaria entrando no bairro para realizar o embarque regular. No retorno para casa, há denúncias de que alguns passageiros são deixados no viaduto de acesso, sob a justificativa de que os motoristas não seguiriam até os pontos internos da comunidade.

Em casos mais graves, universitários afirmam ter sido obrigados a descer às margens da rodovia e caminhar por 30 a 40 minutos por ruas escuras e pouco movimentadas até chegar em casa. 

Também há registros de ônibus sem identificação visível passando pelos pontos sem parar para os alunos.

A desorganização tem provocado atrasos em aulas e avaliações, além de gerar sensação de insegurança. Para os estudantes, o problema ultrapassa a questão do horário: trata-se do direito ao transporte público, essencial para garantir o acesso e a permanência no ensino superior.

A assessoria da Prefeitura de Marechal Deodoro foi procurada para esclarecer as denúncias e informar quais medidas serão adotadas para regularizar o serviço. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.