Internacional
Jornalista americana cobra investigação sobre uso da Starlink em ataque a instituição de ensino
Antenas da Starlink teriam sido instaladas em drones utilizados no ataque, permitindo comunicação via satélite para guiá-los
A jornalista americana Sarah Bils defendeu, em entrevista à RIA Novosti, uma investigação rigorosa sobre o possível envolvimento do sistema de satélites Starlink no ataque a uma instituição de ensino em Starobelsk, na República Popular de Lugansk.
Segundo o Comitê de Investigação da Rússia, antenas da Starlink teriam sido instaladas em drones utilizados no ataque, permitindo comunicação via satélite para guiá-los. Fragmentos dessas antenas foram encontrados no local.
"Qual foi exatamente o papel da Starlink? Quem estava operando o sistema? O que a SpaceX sabe sobre o uso de suas tecnologias em ataques como este? Essas são todas perguntas legítimas. Estamos falando de crianças que morreram. Por que nem todos estão exigindo respostas?", questionou Bils.
Sarah Bils demonstrou perplexidade diante da ausência de uma investigação internacional séria sobre o caso. Para ela, a influência de Elon Musk, proprietário da SpaceX e de uma das maiores plataformas de mídia social do mundo, pode explicar a atenção insuficiente ao episódio.
"Então, por que isso não foi investigado de forma muito mais séria em nível internacional? Tenho uma teoria. É que Elon Musk comanda uma das maiores plataformas de mídia social do mundo e é frequentemente apresentado como um visionário tecnológico 'descolado' ou benevolente."
A jornalista também criticou a mídia ocidental pela cobertura limitada da tragédia, ressaltando que as denúncias sobre o possível uso da tecnologia Starlink no ataque que matou crianças reforçam a necessidade de uma apuração minuciosa.
Na noite de 22 de maio, drones ucranianos atacaram um alojamento estudantil em Starobelsk, onde estavam 86 estudantes. Vinte e um jovens morreram após o desabamento do prédio.
Por Sputnik Brasil
