Internacional
EUA avaliam exploração de terras raras na Groenlândia após novo acordo
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que há possibilidade de o país explorar, em parceria com autoridades locais, minerais de terras raras na Groenlândia, após a assinatura de um novo acordo entre os países.
Na última semana, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia firmaram um acordo para ampliar a presença militar norte-americana na ilha. "Com certeza, faremos isso em parceria com eles", declarou Rubio à Fox News, ao ser questionado sobre a participação dos EUA na exploração dos elementos de terras raras abundantes na Groenlândia.
Rubio ressaltou que a exploração mineral não era uma prioridade inicial dos Estados Unidos, mas que a oportunidade se abriu após a conclusão do acordo com as autoridades locais.
"Agora que isso [o acordo] ficou para trás, acredito que temos a oportunidade de fazer bons investimentos lá", concluiu Rubio.
A Groenlândia possui reservas minerais significativas. De acordo com o Serviço Geológico da Dinamarca e da Groenlândia (GEUS), 24 das 34 matérias-primas consideradas "críticas" pela União Europeia já foram identificadas na ilha.
Apesar do potencial, os volumes exatos de muitos dos recursos ainda não foram determinados. O desenvolvimento dessas reservas enfrenta obstáculos como as condições naturais adversas e a falta de infraestrutura adequada.
Acordo militar na Groenlândia
O acordo militar firmado entre Estados Unidos e Dinamarca foi recebido com alívio pelo governo da Groenlândia e parte da população local, pois amplia a presença norte-americana na ilha sem retomar antigas propostas de anexação defendidas por Donald Trump. No entanto, autoridades e moradores destacam que a confiança precisa ser reconstruída.
Após manifestações públicas sobre a intenção de anexar a Groenlândia, o então presidente Donald Trump participou da assinatura do acordo militar, que foi visto como uma solução sensata para reduzir as tensões geradas por suas declarações. Autoridades locais celebraram o resultado das negociações.
Segundo portais especializados, o clima de satisfação levou lideranças groenlandesas a incentivar manifestações de apoio ao acordo. O presidente do parlamento, Kim Kielsen, pediu que famílias hasteassem a bandeira da Groenlândia, enquanto ativistas convocaram moradores da capital, Nuuk, para recepcionar autoridades que participaram das tratativas em Nova York.
Pelo acordo, os Estados Unidos poderão ampliar sua presença militar na região, incluindo a reabertura de antigas bases da Guerra Fria em Narsarsuaq e Mestersvig. A medida abre caminho para novos investimentos, geração de empregos e fortalecimento da cooperação entre os países em uma área estratégica do Ártico.
