Internacional
Prédio desaba após erosão durante fortes chuvas e enchentes no Nepal
Estrutura foi arrastada após a erosão provocada pela força da água
Um prédio público de dois andares desabou em um rio tomado por água e lama no Nepal, neste sábado (27), em meio às fortes chuvas que atingem a região. A estrutura foi comprometida pela erosão provocada pela enchente e acabou cedendo até ser arrastada para o leito do rio.
O episódio ocorreu durante uma sequência de temporais que tem provocado enchentes e deslizamentos em Baglung e distritos próximos. A força da água afetou a fundação do prédio, que perdeu sustentação gradualmente antes de desmoronar.
As chuvas também deixaram um rastro de destruição em outras áreas. Residências e estruturas públicas foram danificadas, enquanto moradores precisaram deixar locais atingidos pelas inundações e pelos deslizamentos.
Segundo informações divulgadas até esta segunda-feira (28), os temporais que atingiram a região provocaram 14 mortes no Nepal e 56 na Índia. No território indiano, 46 pessoas ficaram feridas e mais de mil casas foram danificadas.
Diante da elevação dos níveis dos rios, autoridades nepalesas emitiram alertas para possíveis enchentes repentinas em 49 dos 77 distritos do país. Mais da metade dessas localidades enfrenta alto risco de inundações ou de novas enchentes repentinas.
Equipes de resgate trabalham em áreas alagadas e distribuem ajuda às comunidades afetadas. Funcionários também foram orientados a avaliar os prejuízos provocados pelas chuvas nas plantações e providenciar indenizações.
Na Índia, a Comissão Central de Águas informou que 30 estações de monitoramento fluvial, distribuídas por sete estados, apontavam uma “situação grave”. Vários rios importantes também estavam acima dos níveis considerados de perigo.
Trabalhadores desaparecidos
Em outro episódio registrado no Nepal, 10 trabalhadores locais estavam desaparecidos depois que uma avalanche atingiu o acampamento-base da montanha Himlung Himal, que tem 7.126 metros de altitude, no distrito de Manang, no norte do país.
Segundo autoridades ligadas às atividades de montanhismo, os trabalhadores estavam no local para montar barracas destinadas a alpinistas estrangeiros. Os montanhistas, no entanto, não estavam no acampamento quando a avalanche ocorreu.
