Internacional

Acordo amplia presença dos EUA na Groenlândia, mas população mantém cautela

Segundo portais especializados, o clima de satisfação motivou lideranças a incentivarem manifestações públicas de apoio ao acordo

Por Sputnik Brasil com Redação 24/09/2026 05h05
Acordo amplia presença dos EUA na Groenlândia, mas população mantém cautela
Foto: © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

O novo acordo militar firmado entre Estados Unidos e Dinamarca amplia a presença norte-americana na Groenlândia, aliviando parte das preocupações locais ao descartar propostas de anexação defendidas por Donald Trump. No entanto, moradores e autoridades ressaltam que a confiança na parceria internacional ainda precisa ser restabelecida.

Após declarações públicas do ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre a intenção de anexar a Groenlândia, o recente acordo foi recebido com alívio por parte da população e do governo local. Autoridades groenlandesas classificaram o entendimento como uma solução sensata e celebraram o resultado das negociações.

Segundo portais especializados, o clima de satisfação motivou lideranças a incentivarem manifestações públicas de apoio ao acordo. O presidente do parlamento, Kim Kielsen, pediu que famílias hasteassem a bandeira da Groenlândia, enquanto ativistas convocaram moradores da capital, Nuuk, para recepcionar autoridades que participaram das tratativas em Nova York.

Pelo novo entendimento, os Estados Unidos poderão ampliar sua presença militar na região, incluindo a reabertura de antigas bases utilizadas durante a Guerra Fria em Narsarsuaq e Mestersvig. A medida abre espaço para novos investimentos e geração de empregos, fortalecendo a cooperação entre os países em uma área estratégica do Ártico.

Apesar do avanço, o acordo ficou distante das propostas anteriores de Trump, que sugeria a anexação da Groenlândia sob o argumento, não comprovado, de conter avanços da Rússia e da China na região. Autoridades dinamarquesas negaram relatos sobre operações de navios russos e chineses na Groenlândia e consideraram exageradas as informações sobre grandes investimentos chineses na ilha.

Para representantes locais, a retomada da presença militar norte-americana não é inédita, mas a confiança na parceria ainda precisa ser reconstruída, destaca o portal.

Entre os moradores, as opiniões seguem divididas. Enquanto alguns acreditam que a reativação das bases pode aumentar a segurança dos cerca de 57 mil habitantes, outros avaliam que as declarações de Trump deixaram marcas profundas e enxergam com preocupação a ampliação da presença militar estrangeira.

Também há receios quanto ao impacto da expansão militar sobre atividades tradicionais de caça e pesca, essenciais para muitas comunidades groenlandesas.

Por Sputnik Brasil