Internacional

Bank of America projeta alta do petróleo para até US$ 120

Diante desse cenário, especialistas alertam para possíveis impactos negativos na economia global

Por Sputnik Brasil 11/09/2026 09h09 - Atualizado em 11/09/2026 09h09
Bank of America projeta alta do petróleo para até US$ 120
Foto: © AP Photo / Desmond Boylan

A intensificação das hostilidades no Oriente Médio segue pressionando o mercado global de petróleo, com riscos de novos aumentos nos preços. Analistas do Bank of America, citados por veículos norte-americanos, alertam que danos à principal infraestrutura energética da região podem elevar o barril a até US$ 150.

Nesta quinta-feira (10), o preço dos contratos futuros do petróleo Brent para novembro continuou subindo na bolsa ICE de Londres, superando US$ 105 por barril pela primeira vez desde maio de 2026, segundo dados do mercado.

De acordo com o Bank of America, ainda há espaço para mais altas. Se o conflito mantiver o bloqueio ao trânsito de petroleiros no Oriente Médio, os preços podem atingir US$ 120 por barril.

O relatório dos analistas destaca que ataques à infraestrutura energética da região podem provocar picos de até US$ 150 por barril.

"A perspectiva de um acordo duradouro antes das eleições intermediárias dos EUA parece cada vez mais improvável e pode continuar distante mesmo após esse período", afirmam os analistas.

Os recentes confrontos no Oriente Médio, especialmente no estreito de Ormuz — responsável por cerca de 25% do comércio mundial de petróleo e 20% do gás natural liquefeito —, contribuíram para o retorno da cotação acima de US$ 100 por barril.

Diante desse cenário, especialistas alertam para possíveis impactos negativos na economia global.

O petróleo bruto é a base de combustíveis como gasolina e diesel, que vêm registrando aumentos recentes. Esse encarecimento repercute em toda a cadeia produtiva, afetando desde o transporte e produção de alimentos e medicamentos até deslocamentos diários e viagens aéreas.

Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel vêm realizando ataques a alvos no Irã, que respondeu militarmente, prolongando o conflito. Em meados de junho, Teerã e Washington chegaram a assinar um memorando para cessar as hostilidades, mas, pouco depois, os confrontos foram retomados. O impasse permanece, com episódios de violência recorrentes.