Internacional
Força Aérea dos EUA aposta em aviões de carga para lançar enxames de drones
A iniciativa, detalhada em edital do Programa de Pesquisa para Inovação em Pequenas Empresas (SBIR, na sigla em inglês), busca criar sistemas de rápida implantação para ampliar a proteção em
A Força Aérea dos Estados Unidos está investindo na transformação de aviões de carga em plataformas capazes de lançar enxames de drones equipados com inteligência artificial (IA). Esses drones atuariam de forma autônoma na defesa de bases e aeronaves em áreas de risco, realizando vigilância, autoproteção e reforço da segurança perimetral.
A iniciativa, detalhada em edital do Programa de Pesquisa para Inovação em Pequenas Empresas (SBIR, na sigla em inglês), busca criar sistemas de rápida implantação para ampliar a proteção em ambientes de ameaça crescente. O objetivo é que aeronaves de transporte funcionem como "naves-mãe", lançando drones para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento em grandes altitudes. Esse conceito já foi demonstrado pela DARPA em 2021, quando um C-130 recuperou um drone Gremlin em pleno voo. Até aviões-tanque KC-135 estão sendo considerados para desempenhar esse papel.
O projeto também pretende fortalecer a autoproteção das unidades de mobilidade aérea, especialmente em cenários contestados — uma necessidade evidenciada após ataques iranianos que danificaram aeronaves norte-americanas no golfo Pérsico. Paralelamente, enxames de drones devem atuar na defesa perimetral de bases avançadas.
Segundo o SBIR, aviões de transporte podem obter superioridade operacional ao incorporar capacidades orgânicas de vigilância e defesa, enquanto bases avançadas se beneficiariam de redes autônomas de proteção. O avanço tecnológico permitiu ao programa avançar diretamente para a Fase II, já que a coordenação de múltiplos drones por IA já é considerada domínio consolidado no setor privado.
Nesta etapa, os contratados deverão demonstrar lançamentos de enxames em altitude operacional e a capacidade dos drones de monitorar e defender autonomamente perímetros usando sensores visuais e térmicos. O mesmo software de IA deverá operar tanto na coordenação dos drones em voo quanto na vigilância terrestre.
A segurança cibernética é prioridade no projeto, que exige comunicações militares criptografadas para impedir invasões e garantir comando e controle seguros. O programa também prevê aplicações civis na Fase III, como apoio à Guarda Nacional em situações de desastres naturais.
Por Sputinik Brasil
