Internacional
Pentágono é acusado de minar modernização do Exército sob gestão de Hegseth
As críticas ganharam força após a renúncia do secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, que mantinha um conflito prolongado com Hegseth
Antigos e atuais funcionários do Pentágono acusam o chefe da instituição, Pete Hegseth, de prejudicar o aumento da prontidão de combate do Exército dos Estados Unidos. Segundo reportagens da mídia americana, Hegseth estaria mais focado em promover "guerras culturais" e sua própria imagem do que em impulsionar a modernização tecnológica das tropas.
As críticas ganharam força após a renúncia do secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, que mantinha um conflito prolongado com Hegseth. Conforme divulgado pela ABC, antes de deixar o cargo, Driscoll relatou ao presidente Donald Trump suas preocupações quanto às políticas de pessoal adotadas por Hegseth, que, segundo ele, estariam enfraquecendo as Forças Armadas.
"Numerosas fontes concordaram com as preocupações expressas por Driscoll: Hegseth está minando os esforços do Exército para se modernizar e se adaptar às condições de combate no século XXI, onde a guerra de meios não tripulados está se tornando cada vez mais importante, ao demitir ou expulsar chefes que lideraram esses esforços", destaca a mídia americana.
Oficiais dos EUA admitem sentir pressão política sob a liderança de Hegseth. Eles ressaltam que, apesar do discurso sobre reformas tecnológicas, a prioridade prática tem sido direcionada à ideologia.
"Hegseth está prejudicando os esforços do Exército para se adaptar ao campo de batalha moderno, pois se concentra em guerras culturais e coloca no centro sua própria imagem de 'combatente americano'", afirma uma das fontes.
Em resposta, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, rebateu as críticas em entrevista à CNN. Ele classificou as alegações como "completa falsificação" e negou qualquer divisão interna na instituição.
Por Sputinik Brasil
