Internacional
Trump reage a pergunta sobre bomba nuclear no Irã: “Que pergunta estúpida”
Presidente americano também afirmou que as forças dos EUA voltarão a atacar o país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta segunda-feira (31) a possibilidade de utilizar uma arma nuclear contra o Irã. Questionado por uma repórter sobre a hipótese, ele classificou a pergunta como “estúpida” e afirmou que as forças iranianas já foram militarmente derrotadas.
“Não há motivo nenhum para isso. Que pergunta estúpida, na verdade. Eles estão aí, totalmente derrotados militarmente. Então, não. Eu os derroto e deveria usar uma arma nuclear?! Que pergunta estúpida”, respondeu Trump.
Apesar de descartar o uso de armamento nuclear, o presidente americano voltou a adotar um tom de confronto ao afirmar que os Estados Unidos pretendem realizar novos ataques contra o Irã.
Em entrevista à Fox News, Trump declarou que as Forças Armadas americanas voltarão a realizar “fortes ataques” contra o país. “Vamos acertá-los com força”, afirmou.
A declaração ocorre após uma nova escalada entre os dois países. No domingo (30), Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques pela primeira vez desde julho.
Segundo informações divulgadas pelo Irã, os Estados Unidos atacaram dois lançadores de mísseis na ilha de Larak, localizada no Estreito de Ormuz, ao sul do território continental iraniano. O governo iraniano afirmou que duas pessoas morreram e outras ficaram feridas.
O ataque americano teria sido seguido por uma ofensiva iraniana contra bases dos Estados Unidos na Jordânia. Trump afirmou que uma nova ação americana seria uma resposta ao bombardeio iraniano.
Teerã, por sua vez, apresentou posições diferentes nesta segunda-feira. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país ainda busca uma solução negociada para o conflito e demonstrou interesse em retomar as tratativas com Washington.
Ao mesmo tempo, uma autoridade iraniana disse à Reuters que qualquer nova agressão dos Estados Unidos provocaria uma resposta ampla por parte do país.
O cenário mantém elevada a tensão no Oriente Médio, enquanto os dois governos alternam ameaças militares e sinais de abertura para uma possível negociação.
