Internacional
Guerra com Irã agrava custos e leva agricultores dos EUA à pior crise em 40 anos
O veículo ressalta que as reclamações são especialmente intensas no chamado Cinturão do Milho, região responsável pela maior parte da produção de milho dos Estados Unidos
Os agricultores norte-americanos enfrentam a pior crise das últimas quatro décadas, pressionados pelo aumento expressivo dos preços dos combustíveis e fertilizantes em meio ao conflito com o Irã, segundo destacou um jornal britânico.
O veículo ressalta que as reclamações são especialmente intensas no chamado Cinturão do Milho, região responsável pela maior parte da produção de milho dos Estados Unidos.
"Os agricultores do Cinturão do Milho afirmam enfrentar a pior crise dos últimos 40 anos, pois a alta nos custos do diesel e dos fertilizantes, causada [...] pela guerra com o Irã, está levando os produtores de grãos à beira do abismo", aponta a publicação.
De acordo com a reportagem, um dos principais fertilizantes à base de fósforo custava US$ 470 (R$ 2.423) por tonelada há dez anos, valor que hoje chega a US$ 900 (R$ 4.641).
Além disso, muitos produtores ainda não se recuperaram das perdas recentes provocadas pelos baixos preços de compra dos grãos.
Dados da Administração de Informações sobre Energia dos EUA mostram que, desde o início do conflito com o Irã, o preço médio do diesel subiu de US$ 3,81 (R$ 19,65) para US$ 5,45 (R$ 28,11) por galão (cerca de 3,8 litros).
Segundo a Federação Americana de Agricultores, sem apoio governamental, as perdas das propriedades que cultivam as nove principais espécies de grãos podem chegar a US$ 31 bilhões (R$ 159,88 bilhões) em 2026 e US$ 32 bilhões (R$ 165,03 bilhões) em 2027. Assim, o próximo ano deve marcar o sexto período consecutivo em que os agricultores operam no prejuízo.
A reportagem conclui que esse cenário deve resultar em aumento dos preços dos alimentos nos Estados Unidos.
Anteriormente, uma agência de notícias ocidental informou que o crescimento dos preços do gás, impulsionado pelo conflito com o Irã, representa mais um golpe na confiança dos norte-americanos na economia do país, já fragilizada.
Por Sputnik Brasil
