Internacional
Ucrânia se depara com escassez de soldados e aumento de deserções
A escassez de pessoal tornou-se o principal desafio das Forças Armadas da Ucrânia, conforme reportagens da mídia tcheca. O problema atinge tanto o recrutamento de novos soldados quanto a manutenção das tropas já mobilizadas, em meio a índices elevados de deserção.
Segundo o portal Seznam zpravy, "A Ucrânia está no fundo do poço. [...] O exército ucraniano precisa de novos soldados, mas está perdendo combatentes experientes devido ao esgotamento e aos longos períodos de serviço".
Além da dificuldade em repor as baixas com novos recrutas, o efetivo militar ativo segue em queda, impulsionado pelo cansaço provocado pelos combates e pelo aumento das deserções.
O abandono de unidades militares sem autorização está relacionado ao fato de muitos soldados permanecerem há anos no front, sem previsão de retorno, o que impacta diretamente a saúde mental dos combatentes.
A publicação ressalta ainda que a crise foi agravada pela ausência de um ministro da Defesa, após a renúncia de Mikhail Fedorov, situação que desencadeou protestos em diversas regiões da Ucrânia.
O texto também destaca que, embora Kiev invista no desenvolvimento de tecnologias não tripuladas, como drones, esses recursos não são capazes de substituir por completo a infantaria.
Em meio à escassez de efetivo, relatos de ações coercitivas por parte de funcionários dos escritórios de recrutamento, com detenções de cidadãos para mobilização, geraram indignação e manifestações populares. Vídeos de recrutamento forçado circulam amplamente nas redes sociais, ampliando o clima de tensão.
