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Avião comercial se aproxima de helicóptero de Trump e acende alerta nos EUA

Órgãos federais analisam perda momentânea de separação entre as aeronaves durante decolagem presidencial em Washington

Por Redação 06/08/2026 15h03
Avião comercial se aproxima de helicóptero de Trump e acende alerta nos EUA
Gravações do controle de tráfego aéreo ajudam a esclarecer a dinâmica da ocorrência - Foto: Dave Statter

As autoridades de aviação dos Estados Unidos investigam um incidente registrado durante a decolagem do helicóptero presidencial Marine One, que transportava o presidente Donald Trump. A aeronave passou próxima a um jato comercial que acabava de deixar o Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, levando a Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) a abrirem uma apuração sobre o caso.

Segundo a FAA, a análise preliminar identificou uma perda momentânea da separação mínima entre as aeronaves. Apesar da proximidade, o órgão informou que ambas seguiram suas rotas normalmente e pousaram em segurança.

"Com base em nossa análise preliminar de segurança, houve uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram a se afastar uma da outra."

A agência acrescentou que a investigação continua em andamento para identificar as causas do episódio.

"Continuamos analisando o incidente e implementaremos quaisquer medidas corretivas adequadas com base em nossas conclusões."

O NTSB também confirmou a abertura de uma investigação própria para apurar as circunstâncias da ocorrência.

Uma análise das gravações do controle de tráfego aéreo indica que a tripulação do Marine One avisou diversas vezes à torre do Aeroporto Nacional Ronald Reagan que se preparava para decolar. Em parte das comunicações, o controlador informou dificuldades para compreender as transmissões.

“Torre, câmbio. Marine One, três minutos para a decolagem.”

Pouco depois, os pilotos voltaram a informar que seguiriam a rota prevista.

“Hum... Marine One, você disse que está prosseguindo conforme o briefing?”

Na sequência, o controlador alertou sobre a decolagem de um avião comercial. Os pilotos confirmaram que visualizaram a aeronave e aguardaram antes de prosseguir para a Base Conjunta Andrews, em Maryland, onde Trump embarcou no Air Force One com destino a Los Angeles.

A FAA afirmou que o controlador manteve contato tanto com a tripulação do jato quanto com os pilotos do helicóptero durante toda a ocorrência.

“O controlador de tráfego aéreo estava em contato tanto com o piloto comercial quanto com o piloto do Marine One durante a perda de separação.”

O órgão também reforçou que o presidente não correu riscos.

“Como a Casa Branca declarou, o presidente nunca esteve em perigo."

O episódio reacendeu discussões sobre o intenso fluxo aéreo na região do Aeroporto Nacional Ronald Reagan. O espaço aéreo passou a operar sob regras mais rígidas após a colisão, ocorrida no ano passado, entre um helicóptero militar Black Hawk e um avião regional da American Airlines, acidente que matou 67 pessoas.

De acordo com dados de rastreamento de voo, o Marine One decolou por volta das 14h33, enquanto o voo 3742 da American Airlines, operado pela Envoy Air com destino a Pensacola, iniciou sua decolagem cerca de um minuto depois. O jato passou a aproximadamente 2,4 quilômetros da Ellipse, área próxima à Casa Branca.

Em nota, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos afirmou que o voo presidencial transcorreu normalmente.

"O voo do Marine One em 4 de agosto foi de rotina."

A corporação também declarou que a torre de controle não determinou atrasos nem alterou o plano de voo da aeronave.

"A torre de controle do Aeroporto Nacional de Washington não atrasou a tripulação do helicóptero, não solicitou que aguardassem nem alterou de qualquer outra forma o perfil de voo da aeronave."

A Casa Branca reiterou que a operação foi conduzida com segurança.

"Os voos do Marine One são pilotados por alguns dos melhores aviadores do mundo e, em nenhum momento, o presidente esteve em situação de risco."