Internacional
Avião comercial se aproxima de helicóptero de Trump e acende alerta nos EUA
Órgãos federais analisam perda momentânea de separação entre as aeronaves durante decolagem presidencial em Washington
As autoridades de aviação dos Estados Unidos investigam um incidente registrado durante a decolagem do helicóptero presidencial Marine One, que transportava o presidente Donald Trump. A aeronave passou próxima a um jato comercial que acabava de deixar o Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, levando a Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) a abrirem uma apuração sobre o caso.
Segundo a FAA, a análise preliminar identificou uma perda momentânea da separação mínima entre as aeronaves. Apesar da proximidade, o órgão informou que ambas seguiram suas rotas normalmente e pousaram em segurança.
"Com base em nossa análise preliminar de segurança, houve uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram a se afastar uma da outra."
A agência acrescentou que a investigação continua em andamento para identificar as causas do episódio.
"Continuamos analisando o incidente e implementaremos quaisquer medidas corretivas adequadas com base em nossas conclusões."
O NTSB também confirmou a abertura de uma investigação própria para apurar as circunstâncias da ocorrência.
Uma análise das gravações do controle de tráfego aéreo indica que a tripulação do Marine One avisou diversas vezes à torre do Aeroporto Nacional Ronald Reagan que se preparava para decolar. Em parte das comunicações, o controlador informou dificuldades para compreender as transmissões.
“Torre, câmbio. Marine One, três minutos para a decolagem.”
Pouco depois, os pilotos voltaram a informar que seguiriam a rota prevista.
“Hum... Marine One, você disse que está prosseguindo conforme o briefing?”
Na sequência, o controlador alertou sobre a decolagem de um avião comercial. Os pilotos confirmaram que visualizaram a aeronave e aguardaram antes de prosseguir para a Base Conjunta Andrews, em Maryland, onde Trump embarcou no Air Force One com destino a Los Angeles.
A FAA afirmou que o controlador manteve contato tanto com a tripulação do jato quanto com os pilotos do helicóptero durante toda a ocorrência.
“O controlador de tráfego aéreo estava em contato tanto com o piloto comercial quanto com o piloto do Marine One durante a perda de separação.”
O órgão também reforçou que o presidente não correu riscos.
“Como a Casa Branca declarou, o presidente nunca esteve em perigo."
O episódio reacendeu discussões sobre o intenso fluxo aéreo na região do Aeroporto Nacional Ronald Reagan. O espaço aéreo passou a operar sob regras mais rígidas após a colisão, ocorrida no ano passado, entre um helicóptero militar Black Hawk e um avião regional da American Airlines, acidente que matou 67 pessoas.
De acordo com dados de rastreamento de voo, o Marine One decolou por volta das 14h33, enquanto o voo 3742 da American Airlines, operado pela Envoy Air com destino a Pensacola, iniciou sua decolagem cerca de um minuto depois. O jato passou a aproximadamente 2,4 quilômetros da Ellipse, área próxima à Casa Branca.
Em nota, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos afirmou que o voo presidencial transcorreu normalmente.
"O voo do Marine One em 4 de agosto foi de rotina."
A corporação também declarou que a torre de controle não determinou atrasos nem alterou o plano de voo da aeronave.
"A torre de controle do Aeroporto Nacional de Washington não atrasou a tripulação do helicóptero, não solicitou que aguardassem nem alterou de qualquer outra forma o perfil de voo da aeronave."
A Casa Branca reiterou que a operação foi conduzida com segurança.
"Os voos do Marine One são pilotados por alguns dos melhores aviadores do mundo e, em nenhum momento, o presidente esteve em situação de risco."
