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Maré baixa permite vista de restos de navio na Pajuçara

Vestígios do Vapor Mundaú ficam visíveis entre os arrecifes da Pajuçara durante a baixa da maré; embarcação chegou à região em 1889

Por Redação 07/11/2026 10h10
Maré baixa permite vista de restos de navio na Pajuçara
Vestígios do Vapor Mundaú - Foto: Reprodução/Internet

A maré baixa tem revelado parte dos restos de uma embarcação do século XIX na praia de Pajuçara, em Maceió. Trata-se do Vapor Mundaú, navio que chegou à região em 1889 e permanece sob as águas há mais de 130 anos.

A remadora Márcia Ribeiro conhece bem o local e, desde 2019, realiza passeios de canoa e prancha com alunos e visitantes para observar os vestígios da embarcação. Segundo ela, a estrutura fica mais visível quando a maré atinge 0,3 metro ou menos, permitindo observar partes do casco entre os arrecifes.

De acordo com a historiadora Luana Teixeira, o navio já apresentava problemas estruturais quando chegou à capital alagoana. A embarcação foi levada à região da Pajuçara para passar por reparos, mas acabou abandonada no local.

Registros históricos também apontam que o vapor saiu do Recife transportando passageiros e mercadorias e buscou abrigo em Maceió durante uma tempestade. As pessoas que estavam a bordo conseguiram se salvar, e grande parte da carga foi recuperada.

O pesquisador Maurício Carvalho, responsável pelo Sistema de Informações de Naufrágios (SINAU), encontrou documentos que ajudam a confirmar a história da embarcação, que pertencia à Companhia Pernambucana de Navegação a Vapor.

Na época, os navios a vapor desempenhavam papel importante no transporte de passageiros e mercadorias pelo país, especialmente em regiões onde a malha ferroviária ainda era limitada.

Atualmente, os vestígios do Mundaú representam parte da memória marítima de Maceió e ajudam a preservar a história da nevegação e da relação da capital alagoana com o mar.