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Desembargadora que liberou bets soma histórico de investigações
Adriana Pileggi acumula denúncias por corrupção e processos no CNJ e TRF-3
A desembargadora federal Adriana Pileggi de Soveral, responsável por assinar a liminar que permitiu o retorno das atividades de três plataformas de apostas proibidas pelo governo federal, acumula um histórico de procedimentos investigativos, denúncias por corrupção e ações de improbidade administrativa. A liminar concedida pela magistrada no Tribunal Regional Federal da 3ª Região beneficiou as marcas Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online, afastando os efeitos da medida provisória que proibia a operação das empresas.
O percurso da magistrada inclui citações nos desdobramentos da Operação Anaconda, realizada pela Polícia Federal para apurar o loteamento de decisões judiciais. Em 2005, a desembargadora foi denunciada por corrupção passiva sob a suspeita de beneficiar o ex-prefeito Paulo Maluf, episódio que culminou em afastamento cautelar das funções antes da anulação da denúncia pelo Superior Tribunal de Justiça. O histórico aponta ainda o achado de minuta de sentença não assinada em posse de investigados e representações por suposto abuso de autoridade contra profissionais de imprensa.
Na esfera patrimonial, a magistrada responde a uma ação civil pública por enriquecimento ilícito movida pelo Ministério Público Federal, que motivou a indisponibilidade cautelar de seus bens mantida pela Justiça Federal e apreciada pela 6ª Turma do TRF-3 em 2026. Processos administrativos instaurados pelo Conselho Nacional de Justiça para apurar variações patrimoniais e omissão de rendimentos ao fisco foram arquivados em decorrência da prescrição dos prazos punitivos, enquanto a Advocacia-Geral da União confirmou a interposição de recurso contra a liminar das bets.
