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Sesau, Ufal e Centro Inaê realizam seminário sobre saúde da população negra
Evento acontece nos dias 19, 20 e 21 de novembro, com atividades em Maceió e na Serra da Barriga, em União dos Palmares
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Centro de Formação e Inclusão Social Inaê, realiza, nos dias 19, 20 e 21 de novembro, o Seminário de Práticas Exitosas em Saúde da População Negra. A iniciativa integra as atividades em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, e tem como objetivo fortalecer as políticas públicas de saúde voltadas à população negra, aos povos e comunidades tradicionais.
O encontro reunirá profissionais de saúde, estudantes, professores, gestores públicos, representantes de movimentos sociais e integrantes de comunidades tradicionais para compartilhar experiências, promover debates e ampliar estratégias de cuidado que respeitem as especificidades dessa população.
A abertura será realizada no dia 19 de novembro, às 8h30, no auditório da Reitoria da Ufal, em Maceió. A programação inclui mesas de discussão e apresentação de experiências desenvolvidas por meio do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Equidade). No período da tarde, será lançado oficialmente o curso Saúde da População Negra, Comunidades Tradicionais e Povos de Terreiro, destinado à formação e qualificação de profissionais e demais interessados no tema.
De acordo com o técnico de Políticas Transversais da Sesau, Marcos Paulo, o seminário marca a consolidação de um trabalho desenvolvido há aproximadamente dois anos nos municípios alagoanos, com foco na preparação dos profissionais e no aprimoramento dos serviços de saúde.
“Esse seminário de práticas exitosas é a culminância de um projeto de cuidado em saúde nos territórios que desenvolvemos há cerca de dois anos junto aos municípios. Ao longo desse período, trabalhamos a qualificação dos profissionais em temas como o preenchimento do quesito raça/cor, bem como as doenças prevalentes na população negra, o acesso aos serviços, o acolhimento e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra”, destacou.
O técnico também ressaltou os avanços na implantação da política nos municípios de Alagoas. Segundo ele, em 2024, apenas sete municípios contavam com a iniciativa implementada. Atualmente, o trabalho está em fase de conclusão em mais de 50 cidades.
“É resultado de um trabalho contínuo de formação, articulação e qualificação da atenção à saúde da população negra”, afirmou.
Programação na Serra da Barriga
No dia 20 de novembro, data em que se celebra o Dia Nacional da Consciência Negra, o seminário terá continuidade no Parque Memorial Serra da Barriga, em União dos Palmares, a partir das 9h, na Tenda Jorge Luis Riscado.
A programação contará com rodas de conversa sobre a relevância histórica e cultural da Serra da Barriga, território reconhecido como símbolo de resistência, ancestralidade e memória da população negra. Também serão abordados temas como saúde mental, saúde da mulher negra, partejamento tradicional e medicinas de terreiro.
Atendimento e práticas de cuidado
Além das atividades formativas, o público terá acesso a um circuito de Atenção Primária à Saúde (APS), com serviços de aferição da pressão arterial, teste de glicemia capilar, orientações sobre anemia falciforme e oferta de práticas integrativas e complementares.
A iniciativa busca aproximar os serviços de saúde da população, promovendo o acesso à informação, à prevenção e ao cuidado, além de reconhecer e valorizar os saberes tradicionais das comunidades.
Como resultado das discussões realizadas na Serra da Barriga, será elaborada a Carta da Serra da Barriga pela Saúde Negra. O documento reunirá propostas e encaminhamentos para fortalecer e aprimorar as políticas públicas de saúde destinadas à população negra.
O encerramento ocorrerá no dia 21 de novembro, no Centro de Formação e Inclusão Social Inaê, com uma roda de conversa entre a coordenação do seminário e representantes da Sesau, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS/SP) e do Ministério da Saúde.
