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Servidor do STJ vazava minutas para advogado de Flávio, aponta Polícia
Operação do STF investiga violação de sigilo e corrupção no tribunal
Uma investigação da Polícia Federal apontou que o ex-secretário de Tecnologia da Informação do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Fontoura Pradera, repassava minutas de decisões judiciais sigilosas para o advogado Willer Tomaz, ligado ao senador Flávio Bolsonaro. O servidor público foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal na manhã desta segunda-feira.
A ação policial foi deflagrada no âmbito da Operação Linceu, que apura a prática de crimes como violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Corte Superior. Os agentes cumprirem ordens de busca para recolher aparelhos eletrônicos e documentos com o objetivo de aprofundar o alcance do esquema ilegal de vazamento de despachos e antecipação de teses judiciais do tribunal.
De acordo com as apurações, o ex-gestor aproveitava o cargo de liderança na área de tecnologia para monitorar o andamento interno de processos de alto interesse e acessar previamente o teor de relatórios, votos e decisões antes da publicação oficial. As autoridades federais analisam o material apreendido para identificar se outros advogados ou partes envolvidas se beneficiaram do esquema ilícito, além de medir o impacto financeiro das transações sob suspeita.
