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MPF cobra da Ufal respostas sobre o CAtv para 2027 e debate crise na unidade
Diante do risco de falta de pessoal e de queixas das famílias, MPF fixa prazo para resolução de problemas
Diante do risco de desabastecimento de pessoal e de queixas das famílias, Ministério Público Federal fixa prazo até 30 de outubro para que a universidade apresente planos e desfecho das negociações com a Prefeitura de Maceió
O Ministério Público Federal (MPF) promoveu, nesta quarta-feira (7), uma audiência com dirigentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), representantes do município e a comunidade escolar para tratar do cenário crítico no Colégio de Aplicação Professora Telma Vitória (CApTV). Entre as diretrizes estabelecidas, a gestão do estabelecimento de ensino terá até 30 de outubro para comunicar formalmente ao órgão regulador qual será o modelo de funcionamento da instituição em 2027, além de convocar os responsáveis para esclarecer a decisão de congelar a expansão das turmas do Ensino Fundamental.
O impasse envolvendo o quadro de pessoal figura no centro das discussões. Em julho, a determinação da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Maceió para o regresso dos servidores municipais cedidos levou a direção do colégio a alertar a Reitoria sobre um iminente "colapso operacional". Diante da baixa no contingente, a escola reduziu as atividades para turno parcial até o fim do ano letivo e suspendeu o plano de ampliação de vagas para o ciclo subsequente.
Segundo a Semed, a requisição dos trabalhadores visou suprir carências da rede pública local, além de atender a solicitações individuais dos profissionais. O órgão municipal reiterou ainda a inexistência de um convênio formalizado de cessão docente com o CApTV. Em resposta, a Ufal informou manter negociações com o Executivo municipal para contornar o déficit e comprometeu-se a prestar informações conclusivas ao Ministério Público no mesmo prazo estipulado.
Tensões administrativas e ruídos de comunicação
A reformulação no corpo docente ocorre em paralelo a denúncias formalizadas por funcionários da rede municipal contra professores do quadro universitário. Partes desses relatos chegaram à Controladoria-Geral da União (CGU) e foram encaminhadas à Reitoria para apuração.
Simultaneamente, a procuradora da República Júlia Cadete destacou que o MPF segue recebendo queixas de pais relativas à condução administrativa e ao diálogo com os responsáveis. Em fevereiro, o Ministério Público havia recomendado à universidade a implantação de um Conselho Escolar participativo. Embora o colegiado tenha sido instituído, a instância opera até o momento em caráter provisório. Durante o encontro, os gestores do colégio apresentaram reestruturações nos canais oficiais de atendimento à comunidade para tentar mitigar o problema.
