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Filme de Bolsonaro recebeu verba do crime organizado, cita Durigan
Secretário executivo apontou repasses de facções criminosas e do Banco Master
O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 24 de setembro, que a empresa Entre Investimentos obteve recursos financeiros provenientes de facções do crime organizado e também de transações vinculadas ao Banco Master. A instituição privada figura como uma das principais apoiadoras e financiadoras da produção cinematográfica "Dark Horse", obra audiovisual que retrata a vida e a carreira política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido pelo apelido de "Mineiro" e proprietário da Entre Investimentos, tornou-se um dos alvos centrais da terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação ostensiva foi deflagrada pelas autoridades federais com o objetivo de desarticular esquemas ilícitos de lavagem de dinheiro e rastrear movimentações bancárias suspeitas entre as organizações envolvidas.
Segundo o representante da pasta da Fazenda, as apurações avançam no mapeamento das rotas do dinheiro que alimentaram o projeto cultural. O desdobramento das investigações busca identificar a extensão do fluxo de capital irregular e responsabilizar os agentes privados e jurídicos que integraram a rede de repasses fraudulentos.
