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Menino de 8 anos está há quatro meses sem remédio para dermatite

O Dupilumabe já havia sido garantido por decisão da Justiça estadual após uma ação da Defensoria Pública de Alagoas

Por Redação 22/09/2026 09h09
Menino de 8 anos está há quatro meses sem remédio para dermatite
Criança está a 4 meses sem remédio - Foto: Reprodução

Um menino de oito anos, diagnosticado com dermatite atópica grave, está há pelo menos quatro meses sem receber o medicamento Dupilumabe, utilizado no tratamento da doença. A família de Luís Henrique do Nascimento da Silva voltou a pedir a continuidade do fornecimento do remédio pelo Governo de Alagoas.

Segundo a mãe da criança, Daiana Sousa do Nascimento, de 26 anos, o quadro de Luís Henrique piorou desde a interrupção do tratamento. Ele apresenta novas feridas pelo corpo, sente dores e está afastado da escola por causa dos sintomas. Recentemente, conforme o relato da família, o menino permaneceu internado durante dois meses.

O Dupilumabe já havia sido garantido por decisão da Justiça estadual após uma ação da Defensoria Pública de Alagoas. Em fevereiro do ano passado, foi determinado que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) adquirisse o medicamento para o tratamento da criança. Uma primeira remessa chegou a ser entregue, mas o novo fornecimento não foi realizado.

A mãe afirma que não consegue comprar o medicamento por conta própria. O tratamento pode custar até R$ 31 mil por mês e precisa ser mantido por tempo indeterminado. Daiana deixou o emprego de camareira para cuidar do filho, e atualmente as despesas da família são mantidas pelo marido.

“Meu filho sofre de dor, eu não tenho como comprar o remédio. O quadro dele, que já era grave, piorou ainda mais”, relatou a mãe.

Além das limitações físicas, a família afirma que Luís Henrique também enfrenta impactos emocionais causados pela doença. De acordo com Daiana, durante os períodos de crise, o menino se afasta dos irmãos e dos colegas. Ela também relata episódios de preconceito em locais públicos, quando pessoas se afastam ao perceberem as lesões na pele da criança.

A dermatite atópica acompanha Luís Henrique desde os dois anos de idade. A mãe conta que até atividades simples, como tomar banho e jogar bola, passaram a ser prejudicadas pelas feridas e dores.

A família também relembra a morte da avó paterna do menino, que enfrentava câncer de mama e aguardava na Justiça a liberação de um medicamento. Segundo Daiana, quando a autorização foi concedida, a doença já estava em estágio avançado e o tratamento não pôde mais ser realizado.

Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde informou que tomou as medidas administrativas para adquirir o Dupilumabe após a decisão judicial. A Sesau afirmou ainda que a contratação do fornecedor já foi realizada e que aguarda a entrega do medicamento para retomar o fornecimento ao paciente.