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Mario Frias nega acusações da PF e critica medidas do STF
Após a ação, Frias divulgou um vídeo em suas redes sociais negando as acusações e afirmando que o processo será arquivado
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) classificou como "cortina de fumaça" a operação Make Up, realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, incluindo sua residência.
Após a ação, Frias divulgou um vídeo em suas redes sociais negando as acusações e afirmando que o processo será arquivado.
O parlamentar informou que agentes da PF apreenderam seu celular, documentos e computador. Mais cedo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Frias está proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados no inquérito que apura desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
"Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça", afirmou.
De acordo com a PF, uma organização criminosa teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços.
Segundo Frias, a investigação envolve R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas por ele a dois projetos: um esportivo e outro de letramento digital voltado a crianças e adolescentes.
Em maio, uma ex-funcionária de Mario Frias afirmou que devolveu parte do salário ao parlamentar e pagou despesas da família dele.
As investigações também identificaram movimentações financeiras envolvendo a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, "Dark Horse", que teria recebido R$ 645,4 mil em menos de 60 dias.
Por Sputinik Brasil
