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Infarto entre mulheres jovens cresce e sintomas podem dificultar diagnóstico

Cansaço, tontura e desconfortos nas costas, mandíbula e abdômen podem aparecer além da tradicional dor no peito

Por Redação com assessoria 09/09/2026 12h12
Infarto entre mulheres jovens cresce e sintomas podem dificultar diagnóstico
Infarto entre mulheres jovens cresce e sintomas podem dificultar diagnóstico - Foto: Assessoria

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Dados do Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) apontam aumento nas mortes por infarto entre mulheres jovens.


De acordo com levantamento da SBC, houve crescimento de 22% nas mortes por infarto entre mulheres de 20 a 29 anos, de 27% na faixa de 30 a 39 anos e de 25,3% entre 40 e 49 anos, na comparação entre 2020 e 2021.


Um dos fatores que podem contribuir para o agravamento dos casos é a dificuldade em reconhecer os sinais de um infarto. Embora a dor ou pressão no peito seja um dos sintomas mais conhecidos, mulheres podem apresentar outros sinais, como cansaço intenso ou incomum, sensação de indigestão, tontura e desconforto nos ombros, costas, pescoço, mandíbula ou na parte superior do abdômen.


Segundo a cardiologista Clarissa Oliveira, da Unimed Maceió, sintomas diferentes do habitual podem indicar a necessidade de avaliação médica.


“Se a mulher pensa ‘isso não é normal para mim’, principalmente se houver vários desses sintomas associados, não deve esperar para ver se passa. Na suspeita de infarto, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente”, afirma.


Sintomas podem ser confundidos com outras condições


Ainda de acordo com a médica, sinais cardiovasculares podem ser confundidos com manifestações de ansiedade, refluxo ou estresse, o que pode atrasar a procura por atendimento. Em casos de infarto, a rapidez no atendimento é importante para reduzir o risco de complicações.


A cardiologista também chama atenção para fatores relacionados à saúde da mulher que podem aumentar o risco cardiovascular. Entre eles estão histórico de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro e perdas gestacionais recorrentes.


Menopausa precoce e alterações metabólicas associadas à síndrome dos ovários policísticos também podem estar relacionadas a um maior risco cardiovascular, segundo a especialista.


Prevenção


Para Clarissa, a prevenção deve começar pela identificação e pelo controle dos fatores de risco, além do acompanhamento médico regular.


“A prevenção cardiovascular começa muito mais pela identificação e pelo tratamento precoce dos fatores de risco do que por exames de imagem isolados”, afirma.


A recomendação é manter acompanhamento profissional para avaliação individual do risco cardiovascular e procurar atendimento de emergência diante de sintomas súbitos, persistentes ou diferentes do padrão habitual.