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EUA impõem sanções à presidente do Tribunal Penal Internacional
Medida atinge Tomoko Akane e funcionário ligado a investigações
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (18) sanções contra Tomoko Akane, presidente e juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), em mais uma ofensiva do governo Donald Trump contra integrantes da corte de Haia. Akane, de origem japonesa, ocupa a presidência desde 2024.
Além dela, foi punido Abdoulaye Seye, funcionário da procuradoria do TPI envolvido em investigações relacionadas à questão palestina. As medidas, publicadas pelo Departamento do Tesouro, podem restringir acesso a bens, serviços e transações sob jurisdição americana.
As sanções fazem parte da estratégia de Washington para enfraquecer a atuação do tribunal, especialmente em casos que envolvem autoridades dos EUA e de Israel. Em 2024, a corte emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o então ministro da Defesa Yoav Gallant, por ações ligadas à guerra na Faixa de Gaza.
O governo americano considera ilegítimas as ações da corte e afirma que representam interferência na soberania nacional. Desde 2025, diversos juízes e membros da promotoria já foram alvo de medidas semelhantes.
Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, pediu que países da América Latina abandonem o TPI, alegando que a corte tenta exercer jurisdição sobre militares e operações norte-americanas e de aliados, o que classificou como “apropriação ilegal de poder”.
