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Cobertura vacinal da dengue: Ministério Público cobra dados de municípios de AL

MPAL notifica Secretarias de Saúde de Coqueiro Seco, Satuba e Santa Luzia do Norte para detalharem aplicação das doses do imunizante Qdenga

Por Redação 24/07/2026 10h10
Cobertura vacinal da dengue: Ministério Público cobra dados de municípios de AL
MP solicita dados sobre vacinação contra dengue em cidades alagoanas - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Alagoas instaurou procedimentos administrativos para monitorar e fiscalizar o andamento da vacinação contra a dengue nos municípios de Coqueiro Seco, Satuba e Santa Luzia do Norte. As portarias foram oficializadas no Diário Oficial do órgão no dia 22 de julho.

Diante da iniciativa instaurada pela Promotoria de Justiça de Satuba em conjunto com o Núcleo de Defesa da Saúde Pública, as Secretarias Municipais de Saúde das três localidades receberam um prazo de dez dias para apresentar dados consolidados sobre a aplicação do imunizante Qdenga. As autoridades locais deverão informar o balanço do quantitativo aplicado, a adesão do público-alvo, o cronograma operacional adotado e eventuais dificuldades no processo de imunização.

A medida fundamenta-se no envio da primeira remessa de vacinas encaminhada ao Estado pelo Ministério da Saúde. Do lote inicial de 22.180 doses distribuídas em Alagoas — dentro do total previsto de 88.694 doses —, Satuba recebeu 1.821 unidades, Santa Luzia do Norte ficou com 509 e Coqueiro Seco com 462 doses.

Os recursos vacinais são voltados prioritariamente ao público infantojuvenil de 10 a 14 anos de idade. A definição da faixa etária pela pasta federal considerou o elevado índice de internações hospitalares decorrentes de complicações da arbovirose nesse grupo populacional.

A fiscalização do MPAL visa acompanhar a execução das ações preventivas diante da evolução epidemiológica no estado. Os documentos oficiais ressaltam os dados do Informe Semanal da Dengue emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau/AL), que indicou o registro de 1.555 casos suspeitos da doença em território alagoano, representando uma alta de 53,91% na comparação com o período correspondente do ano anterior.