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Maceió institui feriado cívico em homenagem a Padre Cícero
Lei aprovada por unanimidade inclui a data no calendário municipal e prevê ações culturais, educativas e religiosas sobre o sacerdote
Maceió passa a contar com o Dia de Padre Cícero no calendário cívico do município. A homenagem foi instituída pela Lei nº 7.680, sancionada em 18 de julho do ano passado, a partir de um projeto de autoria do vereador Allan Pierre (MDB), aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal.
A norma reconhece a relação de milhares de fiéis da capital alagoana com Padre Cícero Romão Batista e estabelece que a data incentive ações culturais, educativas e religiosas voltadas à divulgação da trajetória do sacerdote e de sua influência na cultura nordestina.
Em Alagoas, é tradição que romeiros participem, todos os anos, das romarias em Juazeiro do Norte, no Ceará, principal destino de devoção ao religioso.
A proposta foi apresentada pelo parlamentar durante uma missa na Paróquia de São Cícero do Juazeiro, localizada no bairro do Feitosa. Com a sanção da lei, a homenagem passou a integrar oficialmente o calendário cívico de Maceió.
Segundo Allan Pierre, a iniciativa representa o reconhecimento da importância de Padre Cícero para a cultura e a religiosidade do povo nordestino.
"O reconhecimento de Padre Cícero representa o respeito à fé do nosso povo e à história de milhões de nordestinos. Essa lei valoriza uma devoção que atravessa gerações e fortalece a identidade cultural e religiosa de Maceió", afirmou.
Trajetória
Padre Cícero Romão Batista nasceu em 1844, na cidade do Crato, no Ceará, e desenvolveu seu trabalho religioso em Juazeiro, então um pequeno povoado que se transformou em um dos principais centros de romaria do país.
Sua trajetória ganhou notoriedade em 1889, após o episódio envolvendo a beata Maria de Araújo, quando fiéis atribuíram caráter milagroso à transformação de uma hóstia durante a comunhão.
Mesmo enfrentando restrições impostas pela Igreja ao exercício do sacerdócio, Padre Cícero manteve forte apoio popular e também atuou na vida política, chegando a exercer o cargo de prefeito de Juazeiro.
O processo de beatificação do sacerdote foi autorizado pelo Vaticano em maio de 2023, após solicitação de Dom Magnus Henrique Lopes ao papa Francisco. A causa segue em tramitação e depende da análise biográfica e do reconhecimento de um milagre devidamente comprovado.

