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Dia do Cérebro alerta para efeitos da inflamação na memória

Especialista destaca que alimentação, sono e atividade física ajudam a preservar as funções cognitivas e a saúde cerebral

Por Redação* 20/07/2026 09h09
Dia do Cérebro alerta para efeitos da inflamação na memória
Inflamação crônica pode comprometer memória, concentração e desempenho cognitivo - Foto: Canva Equipes/Garakta Studio / Bons Fluidos

Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro reforça a importância da prevenção e dos cuidados contínuos com a saúde cerebral. Embora muitas pessoas associem o funcionamento do cérebro apenas ao envelhecimento ou a doenças neurológicas, fatores relacionados ao estilo de vida exercem influência direta sobre a memória, a concentração, a disposição e o desempenho cognitivo.

Segundo a médica nutróloga Eline Soriano, alimentação inadequada, sedentarismo, sono insuficiente, obesidade, estresse e alterações da microbiota intestinal favorecem um processo conhecido como inflamação crônica de baixo grau. Diferentemente da inflamação aguda, essa condição é silenciosa, persistente e pode comprometer diversos sistemas do organismo, incluindo o cérebro.

"Esquecimentos frequentes, dificuldade de concentração, sensação constante de cansaço e queda no rendimento mental nem sempre são apenas consequência do estresse. Em muitos casos, existe um processo inflamatório associado ao estilo de vida que interfere diretamente no funcionamento do cérebro", explica.

A especialista destaca que a saúde cerebral depende de um organismo metabolicamente equilibrado. Alterações na alimentação, resistência à insulina, excesso de gordura corporal, privação do sono e desequilíbrios da microbiota intestinal favorecem a produção de substâncias inflamatórias capazes de afetar a comunicação entre os neurônios e comprometer funções cognitivas.

Embora frequentemente associada ao emagrecimento, a nutrologia também atua na prevenção de doenças ao identificar fatores metabólicos, nutricionais e inflamatórios que podem impactar o organismo antes mesmo do surgimento de problemas de saúde.

"A nutrologia avalia o paciente de forma integrada. Muitas vezes conseguimos identificar deficiências nutricionais, alterações metabólicas e hábitos que favorecem a inflamação crônica. A partir desse diagnóstico, é possível orientar mudanças capazes de beneficiar não apenas o metabolismo, mas também a saúde do cérebro", afirma Eline Soriano.

Entre as principais recomendações da especialista estão manter uma alimentação equilibrada, rica em alimentos in natura, praticar atividade física regularmente, dormir adequadamente, controlar o peso corporal, reduzir o estresse e cuidar da saúde intestinal.

"O cérebro responde diretamente ao modo como cuidamos do nosso corpo. Alimentação de qualidade, sono reparador, prática de exercícios físicos e equilíbrio da microbiota intestinal contribuem para reduzir a inflamação e preservar funções como memória, atenção e raciocínio", reforça a nutróloga.

No Dia Mundial do Cérebro, a especialista ressalta que investir em hábitos saudáveis é uma das principais estratégias para preservar as funções cognitivas, proteger a qualidade de vida e promover o bem-estar em todas as fases da vida.

*Com informações da Assessoria