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PC mira cunhado de Cristiano Ronaldo por criatórios de 1.500 aves e rinhas

Mandados foram cumpridos em Gramado e Igrejinha durante ação da Polícia Civil

Por Redação 18/07/2026 08h08
PC mira cunhado de Cristiano Ronaldo por criatórios de 1.500 aves e rinhas
Cerca de 1.500 aves da raça Mura foram fiscalizadas durante a operação - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realiza uma investigação para apurar suspeitas de maus-tratos a animais e possível utilização de aves em rinhas clandestinas na Serra Gaúcha. A ação ocorreu entre os dias 16 e 17 de julho, quando agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão nos municípios de Gramado e Igrejinha.

Segundo a investigação, os locais fiscalizados seriam utilizados para a criação, treinamento e comercialização de galos da raça Mura, espécie frequentemente associada a competições ilegais entre aves.

Durante a operação, aproximadamente 1.500 animais foram vistoriados. De acordo com a Polícia Civil, parte das aves apresentava sinais que podem indicar maus-tratos, circunstância que será analisada pelos órgãos competentes.

A CNN Brasil apurou que um dos espaços investigados teria como principal responsável o empresário Alexandre Bertoluci, casado com Kátia Aveiro, irmã do jogador português Cristiano Ronaldo. Até o momento, não houve manifestação pública do empresário sobre o caso.

Além das aves, os policiais apreenderam aparelhos celulares, documentos que, segundo os investigadores, podem comprovar a comercialização dos animais e uma arma de fogo encontrada durante as diligências.

As autoridades também apuram o valor movimentado pelo comércio das aves. Conforme informações da polícia, alguns exemplares da raça Mura podem alcançar preços entre R$ 20 mil e R$ 30 mil no mercado.

Os animais permaneceram sob responsabilidade dos órgãos ambientais, que irão avaliar as condições de cada ave e definir os procedimentos adequados para sua destinação.

A investigação segue em andamento e busca esclarecer a origem dos animais, a eventual prática de rinhas e a possível participação de outras pessoas em um esquema criminoso relacionado à atividade.

Até a conclusão do inquérito, a Polícia Civil continuará reunindo provas, analisando o material apreendido e ouvindo envolvidos para determinar as responsabilidades no caso.