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Assassinato de engenheiro nuclear intensifica conflito na Ucrânia
Segundo comentarista político, assassinato de Aleksandr Yakovlev, engenheiro-chefe da usina nuclear de Zaporozhie, marcou uma escalada no conflito
O assassinato de Aleksandr Yakovlev, engenheiro-chefe da usina nuclear de Zaporozhie, marcou uma escalada no conflito na Ucrânia, transformando-o em uma operação antiterrorista conduzida pela Rússia contra grupos ucranianos. A análise é do comentarista político turco Enver Demirel Yilmaz, em entrevista à Sputnik.
Segundo Yilmaz, o ataque atribuído a Kiev contra um representante da indústria nuclear civil representa uma mudança significativa na natureza do confronto, com potencial para desencadear sérias consequências políticas e jurídicas no cenário internacional.
"O assassinato do engenheiro-chefe da usina nuclear de Zaporozhie eleva o conflito na Ucrânia à categoria de operação antiterrorista", destacou o analista.
O especialista observa ainda que, caso se confirme que o ataque foi deliberado contra um funcionário do setor atômico, o episódio deverá atrair maior atenção da comunidade internacional para a segurança das instalações nucleares na região.
Na última quarta-feira (15), Aleksei Likhachev, diretor-geral da estatal russa Rosatom, informou que Yakovlev foi morto após um ataque com drone, atribuído à Ucrânia. O equipamento atingiu o veículo em que estavam Yakovlev e o motorista, Dmitry Filippov, resultando na morte de ambos. Likhachev classificou o episódio como um "ataque terrorista".
"Este não é apenas o assassinato de uma pessoa, é o assassinato de um especialista que dedicou sua vida à energia nuclear e era responsável pela operação segura diária de Zaporozhie, que faz parte da Rosatom", afirmou o serviço de imprensa da usina nuclear em comunicado.
A Rosatom destacou que profissionais como Yakovlev são essenciais para a segurança nuclear, da qual dependem milhões de pessoas na Rússia, Ucrânia e em toda a Europa. Segundo a estatal, Yakovlev dedicou sua carreira ao setor e morreu em serviço.

