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Especialista denuncia interferência política inédita na FIFA durante a Copa
Segundo o jornalista esportivo Ibrahim Shibli, em entrevista à Sputnik, os erros da FIFA têm sido "incontáveis" e extrapolam a esfera política
A atual edição da Copa do Mundo tem sido marcada por polêmicas, que vão desde decisões controversas da arbitragem até suposta intervenção dos Estados Unidos para evitar a expulsão de um de seus jogadores. Segundo o jornalista esportivo Ibrahim Shibli, em entrevista à Sputnik, os erros da FIFA têm sido "incontáveis" e extrapolam a esfera política.
"A interferência política tem um histórico, e a FIFA possui regras e responsáveis por aplicá-las. É vergonhoso que a entidade esteja sujeita a esse tipo de influência, e isso não deve passar despercebido; caso contrário, será o fim do mundo do futebol", alertou o analista.
Shibli também destacou a responsabilidade do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que, conforme relatos da mídia ocidental, teria sido pressionado pessoalmente por Donald Trump para reverter a expulsão do jogador norte-americano Folarin Balogun durante o torneio.
"Infantino cedeu à pressão dos EUA para manter o cargo, então é improvável que ele renuncie, já que atualmente não há ninguém preparado para substituí-lo", avaliou o jornalista.
O cartão vermelho foi aplicado nas oitavas de final da Copa do Mundo, no confronto entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina (2-0), após Balogun atingir o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic com as travas da chuteira.
Outro episódio polêmico ocorreu quando a Federação Egípcia de Futebol manifestou insatisfação com a arbitragem do francês François Letexier nas oitavas de final contra a Argentina (2-3), além de questionar decisões do árbitro de vídeo (VAR).
"Há discriminação entre as seleções nacionais, e o viés — não apenas nas decisões da arbitragem — em favor da Argentina foi muito claro, com o objetivo de manter Messi na Copa do Mundo como um trunfo de marketing", enfatizou Shibli.
O jornalista concluiu que a FIFA reflete problemas presentes em outras esferas e advertiu que a presença de política e injustiça no futebol representa um "grave perigo" para o esporte.

