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Prefeitura afasta conselheiro tutelar investigado por crime sexual contra adolescente em Maceió
Afastamento determinado pela 14ª Vara Criminal foi oficializado no Diário Oficial; suspeito atua na Região IX, na parte alta da capital, e primeira suplente assume o cargo
O Diário Oficial do Município de Maceió trouxe uma publicação pesada e urgente nesta quarta-feira (1º). A Prefeitura oficializou o afastamento imediato de um conselheiro tutelar titular da Região Administrativa IX (que engloba bairros da parte alta da capital), alvo de uma investigação policial gravíssima: ele é suspeito de cometer violência sexual contra um adolescente de 16 anos.
Para garantir que o órgão não fique desfalcado e que o atendimento às crianças e adolescentes continue funcionando, o prefeito Rodrigo Cunha assinou a nomeação da primeira suplente, que já assumiu a titularidade e as funções nesta quarta.
Denúncia partiu da própria vítima
As investigações da Polícia Civil começaram após a própria vítima criar coragem para procurar um outro conselheiro tutelar da capital e relatar os abusos sofridos. Diante do depoimento contundente do adolescente em uma delegacia especializada, a gravidade da situação mobilizou o Judiciário.
A juíza Alana Mendonça Oliveira Sobral, da 14ª Vara Criminal da Capital — especializada em crimes contra menores, idosos e vulneráveis —, determinou o afastamento cautelar do investigado no último dia 17 de junho por entender que o cargo público e as acusações são totalmente incompatíveis.
Apesar de ter sido obrigado a deixar a função pública e estar proibido de atuar na proteção de menores, a Justiça optou por não decretar a prisão do suspeito até o encerramento do inquérito policial.
Segredo de Justiça e trâmites legais
O ato administrativo da Prefeitura cumpre estritamente o mandado judicial e atende a uma resolução emitida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).
Como o procedimento corre em segredo absoluto de Justiça para proteger a identidade e a integridade do adolescente envolvido, o Diário Oficial omitiu os nomes das partes e maiores detalhes técnicos sobre as provas colhidas ou o prazo final da medida de suspensão. O caso segue sob intensa investigação da Polícia Civil de Alagoas.
