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Farmacêutica alerta em Alagoas para riscos da automedicação durante inverno
Uso indiscriminado de remédios pode mascarar doenças e causar reações graves
Com a chegada do inverno, cresce o hábito de recorrer a medicamentos sem prescrição para aliviar sintomas respiratórios. A farmacêutica Aphra Albuquerque, do Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), alerta que a prática pode trazer sérios riscos à saúde, como reações adversas e atraso no diagnóstico de doenças mais graves.
Segundo a especialista, é comum que pacientes associem diferentes remédios para gripe, tosse e dor de cabeça sem perceber que muitos possuem o mesmo princípio ativo, aumentando o risco de superdosagem. Ela ressalta que sintomas como febre, dor no corpo e tosse persistente podem indicar infecções bacterianas ou crises de doenças respiratórias crônicas, exigindo avaliação médica.
Outro ponto destacado é o uso inadequado de antibióticos. Apesar da venda controlada, ainda há quem utilize sobras de tratamentos anteriores. O problema é que antibióticos não têm efeito contra vírus e o uso incorreto contribui para a resistência bacteriana.
Aphra também chama atenção para os descongestionantes nasais em gotas, muito procurados no inverno. O uso prolongado pode causar efeito rebote, quando o nariz fica ainda mais entupido após a suspensão, além de aumentar riscos de arritmia e pressão alta.
Ela reforça que a automedicação pode dar falsa sensação de melhora, enquanto a doença continua evoluindo. A recomendação é sempre procurar orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento.


