Geral
Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 235
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 provocaram desabamentos, interromperam operações no principal aeroporto do país e seguem sendo monitorados por autoridades.
O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) subiu para 235, informou o ministro da Saúde nesta quinta-feira (25). Entre as vítimas estão dois brasileiros, conforme confirmou o Ministério das Relações Exteriores.
Os dois terremotos registrados no norte da Venezuela tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo este último considerado o mais forte no país em mais de um século. Os tremores causaram desabamentos, destruíram edificações e mobilizaram equipes de resgate em diversas regiões afetadas.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros, um homem e uma mulher, estão entre as vítimas fatais, mas não divulgou informações sobre suas identidades.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro tremor ocorreu às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília). Apenas 39 segundos depois, um segundo terremoto, ainda mais intenso, foi registrado a cerca de 45 quilômetros de distância do primeiro epicentro, na região sudeste de Yumare. Após os dois eventos principais, diversas réplicas foram registradas.
Segundo o USGS, os terremotos foram provocados por um movimento de deslizamento lateral superficial na fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul. Na região, a placa do Caribe se desloca para leste em relação à placa sul-americana a uma velocidade aproximada de 20 milímetros por ano.
O órgão também explicou que a ocorrência de dois terremotos de grande magnitude em um intervalo tão curto caracteriza uma sequência dupla de sismos, fenômeno que "provavelmente indica um processo complexo de interação de rupturas".
Ainda conforme o USGS, a intensidade dos danos provocados por um terremoto não depende apenas da magnitude registrada. Características do solo, profundidade do foco sísmico, distância do epicentro, qualidade das construções e densidade populacional influenciam diretamente os impactos observados na superfície.


