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MPF abre inquérito e investiga fornecedores de areia usada nas minas da Braskem
Apuração envolve empresa de Coruripe e denúncia é mantida em sigilo
O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas abriu um inquérito para investigar os fornecedores da areia utilizada no processo de tamponamento das minas de sal-gema da Braskem, em Maceió. A apuração inclui a empresa Alagoas Mineração Ltda, sediada em Coruripe, e partiu de uma denúncia mantida em sigilo.
Segundo informações divulgadas pela revista Veja, o objetivo da investigação é verificar se houve fraude ou dano ambiental na extração do material contratado pela petroquímica. O caso está sob responsabilidade do procurador Lucas Horta de Almeida.
Em nota, a Braskem afirmou que “reitera seu compromisso com a sociedade alagoana, assim como o respeito e solidariedade para com os moradores afetados”, mas destacou que só se pronunciará nos autos do processo. A empresa disse ainda que tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações e que sempre atuou em conformidade com a legislação.
O uso de areia para preencher as cavidades faz parte do método de backfilling, adotado pela mineradora desde 2020 para conter o afundamento do solo. Relatórios da Agência Nacional de Mineração (ANM) apontam que o fechamento da Mina 18, que colapsou em 2023, levou quase dois anos para ser concluído. O plano prevê o tamponamento gradual de 35 cavidades até 2027, seguido de monitoramento geotécnico por décadas.
A Braskem já importou cerca de 30 mil toneladas de areia em 2025 e vinha adquirindo o material de fornecedores locais e de outros estados. No início da operação, a extração era feita na praia do Francês, mas foi suspensa a pedido do MPF. Desde então, a empresa passou a comprar areia em municípios como Coruripe, Satuba e Feliz Deserto.


